23/09/2011 - 13h29

Por : Irving Alves

Regina Volpato, apresentadora da Gay TV e da Rede TV, fala conosco
Apresentadora querida e talentosa, Regina Volpato encabeça TV web gay brasileira

Regina Volpato, apresentadora da Gay TV e da Rede TV

Regina Volpato, apresentadora da Gay TV e da Rede TV

Durante a edição 2011 da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo vimos nascer uma iniciativa mais que bem-vinda. A GayTv, canal de tevê via internet voltada para questões do universo homossexual, fazia sua reportagem de estreia em meio ao fervo da maior Parada gay do mundo. Criada pela Tabasco Comunicação, a web tv colorida tem como apresentadora a jornalista Regina Volpato. Ela, que ficou nacionalmente conhecida por comandar, entre 2004 e 2009, o programa “Casos de Família”, do SBT, diz ter se apaixonado pelo projeto assim que o conheceu. Nos primeiros programas da GayTv, Regina já entrevistou nomes conhecidos na cena, como o ator Marcos Damigo, o empresário André Almada e a pesquisadora Edith Modesto. Além disso ouviu de jovens gays sobre o caminho da auto aceitação e conheceu de perto a rotina de lésbicas que se tornaram mães graças a técnicas de reprodução assistida. Contratada também pela Rede TV!, a simpatissíssima Regina arrumou um tempo em sua agenda para conversar conosco sobre sua atuação na primeira tevê brasileira feita para nós. Leia:

Como surgiu o convite para participar da GayTV?
Sempre tive amigos e trabalhei com gays. Fui convidada por amigos jornalistas, que idealizaram o canal.

O que é pauta para a GayTV?
O que está relacionado com gays e suas famílias. A preocupação é fugir, correr léguas do estereótipo. É dar espaço para pessoas inteligentes, competentes, corajosas, bem informadas, cultas, que quase nunca aparecem na mídia e sempre têm boas histórias para contar.

Você teve algum receio de ficar "queimada" nos canais de TV tradicionais por participar de um projeto voltado aos gays?
Isso nem me passou pela cabeça. Nem por um segundo.

Fazer TV convencional é diferente de TV para internet?
Para mim, não. Eu sei fazer meu trabalho. E ele é o mesmo, independente do veículo. Procuro estar bem preparada para as entrevistas. Na GayTV há uma preocupação grande com qualidade de imagem, luz, enquadramento de câmeras, edição, como uma tv de qualidade. E com um detalhe: as matérias ficam lá para assistirmos a qualquer hora.

Depois de alguns programas, qual retrato você faria da comunidade LGBT brasileira?
Seria leviano da minha parte tentar fazer um retrato do segmento. Sem querer ser especialista no assunto, posso dizer que tenho tido a oportunidade de entrevistar para o canal pessoas muito interessantes, ousadas e educadas.

A GayTV já encarou situações de preconceito?
Não, nenhum. Nós jornalistas é que decidimos o conteúdo. Nossa postura é sempre muito séria e profissional. A aceitação do canal é total. A rejeição na web é zero até hoje.

Qual futuro você vislumbra para a GayTV?
Temos qualidade e conteúdo para estarmos na tv convencional, sem dúvida nenhuma. Já estamos preparados para isso, inclusive. Vamos aguardar os acontecimentos, mas eu estou pronta: tenho sempre uma Veuve Clicquot na geladeira e um bom modelito de festa no guarda roupa para as ocasiões especiais.

Gaytv.com.br


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