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dos filmes mais comentados em 2005 nos Estados Unidos são Brokeback
Mountain e Transamerica.
Produções ousadas que falam sobre a diversidade sexual
e que estão na lista dos favoritos nas edições
de 2006 do Golden Globe e do Oscar.
Dirigido
pelo mestre Ang Lee, Brokeback Mountain conta a história
de um romance entre dois cowboys e foi indicado ao Golden Globe
em sete categorias. Transamerica, estrelado por Felicity Huffman
(do seriado Desperate Housewives), fala sobre um transexual que
descobre ter um filho adolescente que se prostitui nas ruas de Nova
York.
Estes
dois filmes ainda não foram lançados comercialmente
no Brasil, mas certamente chegarão aos cinemas e às
locadoras em 2006 cercados de muita publicidade devido ao enorme
número de prêmios que já receberam (e ainda
receberão) em todo o mundo.
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Conheça outros lançamentos importantes do cinema gay
de 2005
Porém, devemos lembrar que este fato no se aplica a todos
os bons filmes gays lançados por aqui - aliás, acontece
justamente o contrário: a maioria dos filmes gays não
lançados nas grandes salas comerciais de cinema, chega muito
discretamente nas locadoras, fazendo com que muitas pessoas nem
os percebam.
Portanto,
enquanto Brokeback Mountain e Transamerica não chegam por
aqui, você pode curtir o novo cinema gay com esta seleção
dos 10 melhores filmes sobre diversidade sexual lançados
nas locadoras brasileiras durante o ano de 2005 e que estão
disponíveis em todo o país:
Um
Toque de Rosa
Touch of Pink, de Ian Iqbal Rashid. Canad?Inglaterra, 2004. 91 min.
Site oficial: www.sonyclassics.com/touchofpink
Alim é um canadense de origem mulçumana que vai morar
em Londres para esconder sua orientação sexual da
família. Até aí, nenhuma novidade aparente
- mas Touch of Pink surpreende com um roteiro criativo e um elenco
competente e cativante. O roteirista e diretor Ian Iqbal Rashid
inspirou-se nas comédias românticas de Hollywood estreladas
por Doris Day e Rock Hudson e criou um filme gay leve e romântico,
embalado por uma trilha sonora que lembra os anos dourados do cinema
americano. O destaque fica por conta do charmoso Kyle MacLachlan
(dos seriados Twin Peaks e Sex and The City), que interpreta o espírito
de Cary Grant, galã gay morto em 1986 e que é até
hoje um dos maiores ícones do cinema.
De-Lovely:
Vida e Amores de Cole Porter
De-Lovely, de Irwin Winkler. EUA/Inglaterra, 2004. 125 min.
Site oficial: www.delovelymovie.com
Quem gosta de musicais, vai adorar De-Lovely. E quem não
gosta, também. O filme é uma alegoria que mostra o
último segundo antes da morte do compositor Cole Porter,
que neste momento revê sua vida e seus amores em um palco
surreal. Assista ao filme com a alma e com o coração
abertos e viaje na bela trilha sonora que traz imortais sucessos
de Cole Porter na voz de grandes interpretes da música contemporânea
como Alanis Morrissette, Natalie Cole, Elvis Costelo, Diana Krall,
Sheryl Crow e Robbie Williams. Estrelado por Kevin Kline e Ashley
Judd, De-Lovely foi indicado a dois Golden Globe a ao Grammy de
melhor trilha sonora.
Todas
as Cores do Amor
Goldfish
Memory, de Elizabeth Gill. Irlanda, 2003. 85 min.
Site oficial: www.goldfishmemory.com
A charmosa Dublin, mais jovem e moderna cidade da Europa, é
o principal personagem deste ótimo filme irlandês.
Ao som de músicas de Tom Jobim, Goldfish Memory mostra a
vida, os amores, os encontros e os desencontros de um grupo de gays,
lésbicas e heterossexuais. Pelo menos desta vez, o título
em português não fugiu muito do contexto do filme -
pois todas as formas de amor têm espaço neste que é,
certamente, um dos melhores filmes europeus dos últimos tempos.
Xuxu
Chouchou, de Merzak Allouache. Frana, 2003. 105 min.
Site oficial: www.warnerbros.fr/movies/chouchou
Chouchou pode não ter o roteiro sarcástico de Saved!,
o cuidado de produção de Touch of Pink, a modernidade
de Goldfish Memory ou a trilha sonora de De-Lovely - mas é
um filme simplesmente imperdvel. Grande sucesso de bilheteria na
Europa, Chouchou conta a história de um marroquino que foge
para Paris, reencontra amigos da terra natal, mora com um padre,
trabalha com uma psicóloga e ainda encontra tempo para se
apaixonar. Adaptado de uma peça de teatro, Chouchou prova
que um filme não precisa de nomes famosos no elenco nem de
grandes efeitos especiais para ser agradável, inteligente
e muito, muito divertido!
Kinsey
- Vamos Falar de Sexo
Kinsey, de Bill Condon. EUA/Alemanha, 2004. 118 min.
Site oficial: www.foxsearchlight.com/kinsey
Não seja enganado pela idéia de sensacionalismo barato
causada pela inserção da frase Vamos Falar de
Sexo no título da versão brasileira: Kinsey
é excepcional e merece ser visto e revisto. Ao contar a história
do primeiro cientista a estudar profundamente o comportamento sexual
humano, o filme diverte e emociona ao mesmo tempo em que nos faz
pensar sobre assuntos sérios como amor, fidelidade e tabus
sociais. Indicado a um Oscar e três Golden Globe, Kinsey foi
escrito e dirigido por Bill Condon, vencedor do Oscar de melhor
roteiro adaptado de 1998 por Deuses e Monstros.
Galera
do Mal
Saved!, de Brian Danelly. EUA, 2004. 92 min.
Site oficial: www.savedmovie.com
O filme Saved! só tem um defeito: a tradução
para o português do título original. Indicado ao prêmio
de melhor filme pela GLAAD (Aliana de Gays e Lésbicas contra
a Difamação), Saved! é uma deliciosa comédia
com um roteiro inteligente e irônico como há muito
tempo não se via no cinema americano. O filme retrata um
grupo de alunos de segundo grau em uma escola batista e o jovem
elenco liderado por Macaulay Culkin é excelente. Saved! deve
ser visto por gays, heterossexuais e todas as pessoas que apreciam
o bom cinema.
Livrando
a Cara
Saving Face, de Alice Wu. EUA, 2004. 91 min.
Site oficial: www.sonyclassics.com/savingface
Wilhelmina Pang, a personagem principal, é uma médica
lésbica que começa a namorar uma bailarina quando
sua mãe viva e grávida resolve ir morar com ela. O
filme fala não apenas sobre o preconceito sexual, mas também
sobre as tradições familiares que muitas vezes se
colocam no caminho do amor verdadeiro. Destaque para a mãe
grávida interpretada pela belíssima Joan Chen, a inesquecível
Josie Packard do seriado Twin Peaks.
Por
Conta do Destino
Heights, de Chris Terrio. EUA, 2004. 93 min.
Site oficial: www.sonyclassics.com/heights
Com um elenco liderado por Glenn Close e com a participação
mais do que especial de Isabella Rossellini e do músico Rufus
Wainwright, o filme acompanha a vida de um casal durante 24 horas
e revela os segredos de um jovem advogado que é noivo de
uma mulher mas que na verdade é gay. Devido ao personagem
principal desonesto e mau-carter, o filme torna-se chato em vários
momentos - mas mesmo assim é uma produçãoo
que vale ser vista como representante do novo cinema independente
americano e como mais um filme gay repleto de atores famosos.
Lado
Selvagem
Wild Side, de Sbastin Lifshit. Frana/Blgica/Inglaterra, 2004. 93
min.
Site oficial: www.wellspring.com
Wild Side é uma produção delicada e perturbadora
ao mesmo tempo. Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival
de Berlim e do prêmio especial do júri no Outfest,
Wild Side alterna flashbacks e cenas do presente para contar a história
de dois homens envolvidos com Stéphanie, uma travesti que
abandona a prostituição nas noites de Paris para cuidar
da mãe doente. O filme é excelente e a narrativa pode
parecer superficial - mas apenas para quem não entender o
subtexto deste intrincado roteiro, que pela sua profundidade chega
a lembrar o ótimo filme americano O Agente da Estação.
Delicada
Relação
Yossi & Jagger, de Eytan Fox. Israel, 2002. 65 min.
Site oficial: www.yossiandjagger.com
Produzido e lançado em Israel em 2002, o filme só
teve seu lançamento internacional oficial em 2003, chegou
ao mercado mundial em 2004 e nas locadoras brasileiras apenas no
início de 2005. Tal demora na distribuiço se explica
pelo fato de que Yossi & Jagger é um filme diferente
e que pode não agradar a todos: afinal, é falado em
hebraico, tem apenas 65 minutos de duração, trata
de gays militares e é filmado em estilo documental. Mas para
quem aprecia o bom cinema gay, são exatamente estas as caractersticas
mais interessantes desta produção, que confirma que
os filmes com temática GLBT podem ser tão diversos
e interessantes como os personagens e histórias que eles
retratam.
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