A musa transexual Dana Intenational 

Dana International, 26, nasceu em Tel Aviv sob o nome de Yaron Cohen. Filho do meio de uma famíla da classe trabalhadora, desde muito jovem perambulava pelos teatros da cidade onde sempre arrumava uma pontinha, ora num espetáculo, ora num coral.
 


Aos 16 anos descobre a vida noturna gay de Tel Aviv e conhece Shmulik & Lior Sa'adia, dois dançarinos com quem viria a formar trio performático que logo conquistaria a cena em Israel. Fascinado por sua voz, o DJ Ofer Nissim a convidou a fazer drag shows nos clubs onde tocava - ela cantava techno auxiliada por tapes. Seu maior sucesso: 'My Name is not Saida', paródia de título de Whitney Houston, que Ofer resolveu gravar e enviar para rádio. A música se tornou grande hit e Dana convidada para apresentações em New York, Miami e Los Angeles. 





Em 1993 foi candidata a representar Israel no Eurovision Song Contest, o famoso festival europeu da canção e sentiu a rejeição na pele. Foi sua primeira aparição para o grande público, que respondeu aos versos de sua canção com vaias e insultos. Ela respondeu com uma profecia que se concretizaria 5 anos depois: "Um dia vocês irão me aplaudir". 





No mesmo ano Yaron Cohen se recolheria em hospital londrino para a operação de mudança de sexo. Nascia Dana Internacional. Lança o primeiro CD nessa época. Logo depois viria o segundo e o terceiro.


Em 9 de maio de 1998, Dana vence o Eurovision Song Contest em Birgmingham, Inglaterra, com o hit hebraico dançante Diva. 



Vende 6 milhões de cópias, ganha dois discos de ouro e um de platina e diz que o mundo está preparado para ouvir sua música, um mix de estilos que vai do folk às tradiconais canções israelenses. O mundo a ovaciona e Israel comemora seu segundo título no festival saindo às ruas em demostrações plurais. 



Os ortodoxos rabinos são os únicos a lamentar - nunca a aceitaram e muito menos a queriam como representante do país no festival. Um de seus maiores persecutores, Benizri Shlomo Shas, vai à mídia e diz que Dana é uma abominação e envergonha Israel.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entre os inúmeros projetos futuros, Dana fará show na abertura e encerramento do Gay Games na primeira semana de agosto em Amsterdam. 

No ínicio de junho, a última nova: de acordo com o jornal israelense Maariv, ela teria recusado convite para substituir Ginger Spice nas Spice Girls (que têm contrato com a mesma gravadora de Dana, a Sony). Seu empresário disse: "do ponto de vista musical, elas não estão na direção que Dana quer ir". 

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