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Hip-hop,
rap e funk dominaram o palco Main Stage no segundo dia do Tim Festival-Rio,
nesse sábado, 22/10. Foi lá a presentação
do trio De la Soul e da cantora M.I.A. De la Soul abriu o palco
pouco depois das dez horas da noite e fez um show memorável,
passeando pelos 15 anos de carreira do trio. Por trás do
show, das músicas, das imagens, passava ainda a história
do próprio hip hop, que o De La Soul é pilar.
Bastava olhar a roupa dos músicos e compará-las com
a do público na platéia: calças largonas, cuecas
a mostra, camiseta 3 números maior. Mas não é
só de moda que estamos falando. Na verdade aqui a moda vale
pouco, o que vale é a música que, no caso do De la
Soul, é histórica, mas não datada.
Os
músicos do De La Soul não deixaram a pista cair em
momento nenhum do show. A energia dos caras era facilmente assimilada
pelo povo. Eles tocaram desde música do primeiro álbum,
3 Feet High and Rising, de 89, até o mais recente trabalho,
The Grind Date, de 2004.
Posdnuos,
Pasemaster e Trugoy, os integrantes do De la Soul, pediram durante
todo o show para que o povo levantasse as mãos e repetisse
frases e interjeições. O povo respondia, claro. Trugoy
chegou a dizer que o Rio era melhor que SP (eles tocaram na cidade
em 99), para delírio da massa carioca que ainda gosta dessa
rivalidade.
A execução
dos hits "A Roller Skating Jam Named', 'Saturdays' e 'Me Myself
and I' foram os mais vibrantes. "Rock Cu Kane Flow", "The
Grind Date" também foram pontos altos.
O show durou apenas 50 minutos, mas valeu por levantar o palco mais
jovem do Tim Festival. Tadinha da M.I.A, que precisava segurar sozinha
aquela massa e garantir ainmação.
Pois
é, mas ela conseguiu. Com apenas um CD gravado, Arular, M.I.A.
precisou rebolar para fazer seu show transformar o palco em um imenso
baile funk. O namorado da moça, DJ Diplo, comandou as bases.
A dupla optou por tocar uma música atrás da outra,
praticamnete sem interrupções ou falatórios.
O recurso conferiu ao show aura de live p.a e fez o povão
todo rebolar. Um autêntico baile funk - de inglês, diga-se.
No meio da apresentação rolou o mega-hit 'Bucky Done
Gun', aí o povo se rendeu aquela moça miúda.
A faixa traz um sampler de Deize Tigrona, nova amiga de infância
de M.I.A. Logo depois de 'Bucky Done Gun', DJ Diplo soltou as primeiras
batidas do hit Boladona e M.I.A entregou seu microfone para Deize
tocar duas músicas. Deize subiu no palco e protagonizou o
melhor momento do show, com um medley de funk carioca cantado ao
lado de M.I.A. Agora sim: baile funk de verdade.
Pull Up, Fire Fire, Sunshowers, Amazon, 10 Dollar, Eurythnics, Galang,
Bingo, Hombre e Uraqt também apareceram no show. Depois de
M.I.A o rapper Dizzee Rascal assumiu a tenda. Já de madrugada,
quando o Main Stage vira Motomix, DJ Diplo voltou ao palco para
tocar seu superfunk.
Mais
cabeça
Longe da histeria causada pela black music no palco Main Stage,
no Tim Lab a comoção esteve muito mais ligada à
cabeça que aos quadris. Foi lá que rolou a apresentação
da incrível banda Arcade Fire.
Eles tiram sons sutis de instrumentos nem tão sutis, como
na própria estrutura de alumínio do palco, que Willian
Butler - (percucionista ei rmão do vocalista Win) fez questão
de escalar, para de lá de cima jogar seu sintetizador no
chão. Eles cantaram deitados no chão, pularam e se
sentaram. E quem pensou que o Arcade Fire era desconhecido no Brasil
se enganou: as músicas foram cantadas por pelo menos metade
do público do Tim Lab.
Depois do Arcade a vontade era ir para a cama tentar digerir aquela
atmosfera sonora tão peculiar, inteligente e impactante.
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Saiba como foi a apresentação do The Stokes no primeiro
dia do Tim
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