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Mattel quer proibir exposição que retrata Barbie como lésbica |
23/8/2006 |
Foto: Divulgação![]() |
A boneca mais famosa do mundo, presente no imaginário de crianças e adultos, não pode ser lésbica. É o que acredita a fabricante Mattel, que tenta proibir a exposição “Bárbaras Garotas”, em cartaz em Curitiba.
Na mostra, são exibidas de 11 digigravuras manipuladas digitalmente, que mostram duplas e trios de bonecas Barbie em posições sensuais. A Mattel alega que a artista plástica Karin Schwarz violou os direitos autorais e exigiu através de notificação extrajudicial o encerramento imediato da exposição. Até o momento, a fabricante conseguiu tirar o site da artista do ar.
O Centro de Referência João Antonio Mascarenhas, do Grupo Dignidade, está auxiliando a artista plástica. A advogada Silene Hirata entrou em negociação com os advogados da Mattel e disse que fará “o possível para que e exposição de Karin permaneça em cartaz”. “Negociaremos com a Mattel e acredito que teremos uma solução favorável para ambas as partes e principalmente para a liberdade de expressão”, diz ela.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Schwarz disse que a atitude da fabricante de proibir a exposição é “homofóbica”. “Não há uma acusação direta, mas pelo o que os advogados escrevem, que estou deformando a Barbie ou que meu trabalho é um atentado contra a boneca, é por aí. Não posso interpretar outra coisa, senão uma reação homofóbica”, disse.
Eduardo Ribeiro Augusto, um dos advogados da Mattel, nega que a causa tenha a ver com a temática da homossexualidade e cita o artigo 29 da Lei de Proteção do Direito Autoral como base da ação.
“Bárbaras Garotas” pode ser vista todos os dias, a partir das 18h, no bar Era Só o Que Faltava (Avenida República Argentina, 1334, Água Verde, Curitiba). Mais informações: www.faltava.com.br.