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PT adverte deputado contrário a direitos GLBT |
10/4/2007 |
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e o secretário de Movimentos Populares do partido, Renato Simões, enviaram na segunda-feira, 9/4, ofício ao líder da bancada petista na Câmara, deputado Luis Sérgio, solicitando que esclareça ao deputado Henrique Afonso (PT-AC) as posições partidárias favoráveis os direitos dos gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais (GLBT).
Na carta, publicada na íntegra abaixo, os dirigentes do PT relatam o conjunto de posições partidárias de apoio à luta GLBT e solicitam ao líder da bancada que se empenhe no sentido de prestar esclarecimentos ao deputado Henrique Afonso para que haja plena sintonia entre sua ação como parlamentar e as diretrizes partidárias. Os dirigentes também colocam a Executiva Nacional do PT à disposição dos parlamentares da bancada federal para consolidar a necessária unidade de ação em torno das bandeiras dos direitos humanos e da comunidade GLBT.
A carta de Ricardo Berzoini e Renato Simões é uma resposta da executiva do PT à solicitação de providências feita pelo setorial nacional GLBTcom relação à atuação do deputado federal Henrique Afonso (PT-AC), que tem se posicionado contrariamente à aprovação do PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia.
Em ofício à executiva do partido, o setorial GLBT do PT denunciou documento do deputado petista do Acre que trata o "homossexualismo" (sic) como um dos elementos de degradação da família. Além disso, o deputado é um dos líderes da "Frente em defesa da família", que tem se posicionado contrariamente a aprovação de leis que assegurem os direitos dos homossexuais, pois elas não teriam respaldo bíblico.
Para Julian Rodrigues, da coordenação nacional do setorial GLBT do PT, a carta de Berzoni e Simões é uma vitória de todos os que lutam pelos direitos humanos no partido. "A executiva do PT está de parabéns ao advertir o deputado Henrique Afonso. Afinal, o estatuto do Partido coloca como dever dos filiados combater todo os tipos de discriminação, e cita nominalmente a discriminação por orientação sexual", afirma Rodrigues. "É preciso deixar claro que as posições do Partido com relação aos direitos humanos e civis dos GLBT se referem à esfera pública, e estão, portanto, acima das convicções religiosas de cada militante, que são de foro íntimo", enfatiza Julian Rodrigues.