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  Troca Troca: ARENA
Eu já sabia
28/11/2007
Há quatro anos já percebia que os jovens estavam entrando de cabeça no mundo do sexo - sem camisinha


Estou longe da militância de forma participativa desde 2003. Na realidade minha participação neste universo durou pouco, aproximadamente dois anos, porém foi tempo suficiente para que eu pudesse me envolver também em questões de saúde voltada para os gays. Como na época participava de dois projetos focados na população de jovens gays e lésbicas passei a falar muito abertamente com aqueles meninos e meninas sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e também sobre o hiv.

É nítido que todos eles sabem exatamente da importância do uso do preservativo em suas relações sexuais, mas muitos não o fazem mesmo com total informação sobre os ricos e como prevenir. Ouvi por diversas vezes comentários como “ele só tem 16 anos, não tem nada”, como se idade tivesse alguma relação com a epidemia. Já ouvi também uns outros dizerem que o cara “é bombado, fortão”, como se o hiv estivesse estampado na cara ou que tipo físico fosse sinal de saúde. E, como relevou o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, lançado no dia 21/11, os jovens gays e bissexuais estão entre os mais atingidos pelo HIV. Segundo os dados do governo, nos últimos 10 dez houve um aumento de 70% nos casos.

Jovens gays ou bissexuais entre 13 e 24 anos representavam, em 1995, 24,1% dos casos de hiv registrados, hoje esse número saltou para 41,1%, mostrando que realmente eles estão imersos no sexo sem a prevenção adequada. Só agora o governo resolveu lançar campanhas específicas para esta população, como a “Qual Sua Atitude”, que está no ar deste o dia 27/11 e vai promover uma passeata virtual pela conscientização do uso do preservativo.

Este é um quadro muito preocupante já que mostra a ineficácia das ações para que essa população seja conscientizada. Tenho um amigo, que já namorou um portador do hiv e é soronegativo, que diz não ter medo de ser contaminado porque hoje os coquetéis são bons o bastante para que prolongue sua vida por muitos anos mesmo após a contaminação. É ótimo saber que nosso país já desenvolveu tão bem essa questão e que exporta soluções para outros países, mas vender a idéia de que a vida é tão boa quanto a dos negativos é um equivoco.

Talvez no Brasil faltem campanhas mostrando o lado ruim da contaminação, não com imagens chocantes que víamos nos anos 90, mas mostrando os efeitos colaterais que o uso das drogas causam. Quem sabe assim, nós jovens, possamos ter mais consciência de que ser negativo ainda é a melhor coisa e que isso depende basicamente de nós mesmos.

 





LEIA OS COMENTÁRIOS

23/1/2008 15:34:21 - Klaus Schemminpheng (thexclusiv@hotmail.com)
Apesar das informações, nem todos se cuidam. Há quase 5 anos conheci um cara, pelo qual me apaixonei perdidamente. Eu com 23 anos e ele com 44 anos. Começamos a namorar e durante as relações percebia que ele não curtia o uso da camisinha. Bem, como se tratava de um namorado, deixei rolar sem camisinha. Conclusão: sorologia positiva. A questão não é mais só o momento da transa (conhece hoje e vai para a cama), mas também aqueles que tem namorados. Cansei de conhecer caras que namoram e traem os namorados. Hoje há um risco para todos. Cada um deve saber até que ponto está disposto a correr esse risco. Eu namoro um rapaz que não é soropositivo e sabe que eu tenho. Ele disse que é um risco e que ele aposta em nosso amor. E somos felizes. Agora um alerta para todos: mesmo com todas as drogas criadas que podem (e prolongam) a vida de um soropositivo, há os efeitos colaterais. Até hoje não tive nenhum e me cuido bem. Mas a idéia que todos os dias tenho que tomar 3 cápsulas é down. Por isso, pense e muito bem antes de fazer sexo desprotegido. E mesmo que você namore, é bom que usem ou que haja uma plena e mútua confiança. Sobre as prelimiares, eu e meu namorado fazemos sem uso de preservativos. Nos começo, sempre usavamos, mas chegamos a conclusão que ambos se cuidam e que nossa dentição é perfeita e sem frisuras. Até o médico que eu passo analisou todos os exames. É claro que risco sempre haverá, mas somos conscientes e isso é o que importa.
13/1/2008 12:02:40 - Ricardo (nicerick@hotmail.com)
Discordo totalmente desse Erik. Sou positivo a mais de déz anos e não sofro nenhum efeito colateral com os remédios. Nem lembro que sou positivo de tão normal que é minha vida. Ainda bem que há muitos carinhas que curtem bare. Esse falso moralismo de criticar o sexo sem camisinha é ridículo. Duvido que esses que criticam usem mesmo em TODAS as relações. Deixem suas máscaras cairem, hipócritas.
4/1/2008 01:19:41 - Hugo (moas1000@gmail.com)
Também me já passei por isso, recentemente conheci um cara que é demais, mas conversando ele me disse que faz sem camisinha e que engole tudo... meu, naum me sinto seguro em um relacionamento assim... será que ele não é inteligente? As informações estão aí... se alguém puder falar as preliminares tb... queria saber os riscos..
3/1/2008 01:21:49 - Aldo (aldo@yahoo.com.br)
Fiquei louco esses dias... Conheci um cara de 29a e ficamos no papo por um tempo. Quando resolvemos transar ele queria que eu o penetrasse sem camisinha. Fiquei pensando... e se eu tivesse AIDS?! Esse cara é louco!! Falei com ele. Falou-me que pediria para eu fazer um coito interrompido. Quantos não caem nesse? Falta muita informação e educação. Fico até receioso com preliminares. Alguem saberia me informar o grau de risco que se corre nelas?
28/11/2007 16:30:32 - rubens aloga kiokichi (rubinhokioki@hotmail.com)
Concordo ..o ano passado conheci um garoto gaúcho no carnaval de Floripa .Lindo ,ele tinha 18 anos .Eu com meus 32 ,ja estou bem ligeiro com essa estoria de AIDS . Quando fomos transar ,ele simplismente foi sentando em cima de mim sem camisinha . Quando viu minha reação de espanto, disparou ....Ah ,é carvanal ,vai ....vamos relaxar ....me visti e sai de la rapidinho


                                



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