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  Festival Mix Brasil: PROGRAMAÇÃO
Rock Me Baby
7/11/2006
Cinema, música e sexualidade nunca se entenderam tão bem
Por Redação


Cena de Pop Music


Imagem do documentário Com a boca no microfone


Imagem do longa japonêes Linda Linda Linda


Foto de O Santuário do Rock

Música, sexo e cinema conversam há tempos. Juntos, formam uma tríade fundamental para entender a cultura e o comportamneto jovem contemporâneo. Ah, tem a moda também, mas quando ela também vêm grudada ao cinema e a música. Então estamos em casa. A mostra Rock Me Baby, um dos destaques da programação do 14o. Festival MixBrasil, mostrará 6 filmes nos quais a música é o começo, meio, motivo e fim. Tudo temperado pelas manifestações diversas da sexualidade humana, esse sim o começo, meio, motivo e fim do Festival MixBrasil.

Leia as sinopses dos 6 filmes de Rock Me Baby: 


. Com a boca no microfone (Pick ip the Mic - dir.
Alex Hinton, 2005, EUA, 95 min.)
Todos os estereótipos associados ao hip hop contemporâneo (dos quais, inclusive, a maioria dos artistas mainstream tem orgulho) são contestados nesse documentário sobre a emergente cena de rap gay nos Estados Unidos. O filme registra uma cultura que desafia a postura notoriamente misógina e homofóbica do gênero musical, retratando mais de dez rappers com as mais variadas identidades sexuais e de gênero. Intimista, estimulante e cativante, “Com a boca no microfone” revela uma comunidade de b-boys e b-girls decidida a usar a eloqüência descarada da linguagem mais difundida da música pop para se expressar, sem concessões e com muita atitude.

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Linda Linda Linda (dir. Nobuhiro Yamashita, 2005, Japão, 114 min.)
Dizem que filmes sobre bandas de rock de garotas têm um público restrito, mas o cineasta japonês Nobuhiro Yamashita prova o contrário com esse longa, que virou cult sem ter sequer saído do circuito de festivais de cinema. Ao ver sua banda de colégio se desintegrar em função de “divergências artísticas”, a fundadora decide formar outro grupo a tempo de participar de um festival de música da escola e convida uma estudante coreana de intercâmbio para ser a vocalista. As garotas têm apenas três dias para ensaiar um set de músicas do Blue Hearts, banda japonesa de punk-pop dos anos 80, e um grande desafio pela frente: a nova vocalista (a impagável Bae Du-Na) mal fala japonês o que dirá cantar o hit máximo da banda, “Linda Linda”. Com trilha do ex-guitarrista do Smashing Pumpkins (James Ilha) e participação especial dos Ramones, Yamashita transita entre a irreverência punk e as rivalidades da adolescência com um olhar saudavelmente distanciado.

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Pop Music (Popularmüsik Feran Vittula / Popular Music - dir. Reza Bagher, 2004, Suécia/Finlândia/Dinamarca, 105 min.)
Numa pequena comunidade situada na fronteira entre a Suécia e a Finlândia, nos anos 60, dois adolescentes resolvem montar uma banda pop na escola. Ainda que não saibam tocar um acorde sequer, eles se entregam de corpo e alma ao projeto como forma de escapar da vidinha que levam nessa isolada zona rural onde alcoolismo e sexo desenfreado fazem tanto parte da cultura quanto a religiosidade. Quando a “carreira” musical dos garotos começa a decolar, as garotas começam a tomar muito tempo de um de seus integrantes, criando tensão entre o grupo e fazendo vir à tona muitas emoções reprimidas. Nesta sofisticada comédia o espectador vai esperar muito tempo por uma bitoca entre os garotos, mas cada segundo da espera vai valer muito a pena.

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Pelo Amor de Dolly (For the Love of Dolly -  dir. Tai Uhlmann, 2006, EUA, 56 min.)Entre no universo dos fãs da mais carismática cantora de country music dos EUA, Dolly Parton. Para eles nenhum sacrifício é grande demais, se necessários eles abandonam seus empregos por uma oportunidade de ter seu nome pronunciado pelos lábios da musa ou mesmo para que ela lance seu olhar na direção deles. Para satisfazer essa necessidade de estar perto dela eles chegam a extremos e são esses extremos que ajudam o espectador a compreender quem são esses fãs e porque fazem o que fazem. Você não precisa ser um fã de Dolly Parton para assistir a este filme: através do olhar de seus fãs você vai se apaixonar por ela. E através dos olhar dos cineastas você vai se apaixonar pelos fãs de Dolly.

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Camp Michael Jackson (Q. Allan Brocka & Glenn Gaylord, 2005, EUA, 45 min.)
Fãs de Michael Jackson montam acampamento em Santa Maria, na Califórnia, onde o Rei do Pop está sendo julgado por abuso sexual de crianças. A meta deles é ser convidado para Neverland, descrita por eles como o paraíso na terra.

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O Santuário do Rock (Prey for Rock & Roll - dir. Alex Steyermark, 2003, EUA, 104 min.)
Baseado no musical semi-autobiográfico da cantora e tatuadora Cheri Lovedog, “O Santuário do Rock” narra a ascensão e a queda da “quase famosa” banda Clamdandy. O filme é estrelado pelo ícone lésbico Gina Gershon, que faz o papel de Jacki, uma cantora e compositora de 40 anos que começa a questionar se vale mesmo à pena persistir no seu sonho de fechar um contrato com uma grande gravadora. Em sua estréia na direção Alex Steyermark (supervisor e editor musical de todos os filmes de Spike Lee) lança seu olhar para um lado sombrio do universo do rock e da indústria musical, em que drogas pesadas, produtores egocêntricos, namorados violentos e namoradas grudentas podem acabar com sonhos de uma vida. Além de Gina, que emprestou sua própria voz para seu personagem, o filme é co-estrelado por Drea de Matteo (The Sopranos), Lori Petty (“Tank Girl”) e Shelly Cole (“Gilmore Girls”).

  




                                



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