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Djjjiquinha |
18/11/2008 |
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Com tantos filmes para você ver durante o 16º Festival MixBrasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, fica difícil escolher quais assistir. Pensando nisso, convidamos o crítico de cinema Christian Petermann para dar umas dicas valiosas de produções que você não pode perder. Quer um conselho mais legal do que de quem participou da seleção da programação? Então aproveite e confira seis destaques do Festival:
“XX/Entre Algo e Nada”: o cineasta Todd Verow é nome obrigatório para amantes do cinema autoral e da cultura e estética queer. O realizador do memorável “Frisk” (1995) e participante do “Fucking Different New York” (2007) está presente no Festival com duas obras diversas, mas igualmente desafiadoras: “XX” mergulha no sexo explícito, enquanto “Entre Algo e Nada” é semi-biográfico e tem belo elenco masculino.
“Otto: ou Viva Gente Morta”: outro nome que sempre justifica uma espiada é Bruce La Bruce, um dos poucos cineastas contemporâneos a equilibrar na mesma obra adjetivos como transgressor, abusado e pornográfico. Nesta história de zumbis gays, escatologia e sexo explícito fazem a festa dos sentidos.
“Fucking Different Tel-Aviv”: o próprio conceito da série imaginada e conduzida pelo alemão Kristian Petersen, aqui em seu terceiro recorte geográfico, vale a ida ao cinema. Cineastas gays falando do amor e sexo lésbicos e vice-versa: isto sempre é interessante de se ver! Ainda mais sendo Israel o país consagrado com mostra especial nesta edição do Mix Brasil.
“Tearoom”: esta não é exatamente uma sessão de cinema, mas sim uma aula de história moral e também um rompante de voyeurismo: a exposição que o cineasta William E. Jones dá ao material filmado pela polícia norte-americana em 1962 num banheiro público masculino revela muito sobre os States, em sua hipocrisia social e frágil privacidade.
Curta-metragem “Cinema em 7 Cores”: o cinema brasileiro tem pouca memória, menos ainda o seu raro espectador. É importante, portanto, assistir a esse curta carioca que tem quase impecável pesquisa de campo e farto material ilustrativo, muitas vezes restaurado pela própria equipe do documentário. Outra aula de história, esta muito nossa!
A programação completa do Festival você confere aqui.