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A oitava edição do Mix Music iniciou-se na sexta-feira, dia 14 de novembro, na Choperia do Sesc Pompéia, reunindo inusitadamente nomes da cena indie nacional com as cantoras Rita Ribeiro, Perla e Maria Alcina.
A banda que acompanhou todo o bafo era composta por Clayton Martin, do Cidadão Instigado, na bateria; Georgia Branco, que tocava nas Mercenárias e hoje está na banda do punk gaúcho Wander Wildner, no baixo; Alexandre Kanashiro, da surf music do The Gasolines, na guitarra; e no teclado, Astronauta Pingüim.
Após uma abertura com "Je t’aime moi non plus", o palco deu voz a dois novos vocalistas: Márvio, o glam rocker do grupo Cabaret, que abriu com uma homenagem a Cauby Peixoto cantando "Bastidores"; Elvis, com "Unchained Melody" e Dalto, com "Muito Estranho". O cantor perfomático carioca também foi o mestre de cerimônia do show. Logo em seguida, Tatá Aeroplano, líder do Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico, relembrou Sidney Magal, em "O meu sangue ferve por você"; Ritchie, em "Menina Veneno" e Secos e Molhados, em "O Vira".
Depois dos rapazes, veio a grande surpresa da noite: a cantora Perla visivelmente emocionada, estendeu sua apresentação para uma platéia animadíssima. Começou com suas versões do Abba - "Pequenina" e "Fernando" - passou por "Índia" e "Galopeira", sentada e tocando violão com a banda, até fechar com o rock psicodélico "Estrada do Sol", de 1975. "Sou a Perla com um L. Não sou a Perlla do funk, não. Sou a Perla paraguaia", enfatizou durante a apresentação.
Logo depois, entrou a cantora Rita Ribeiro, já com o público muito bem aquecido. Ela cantou ícones da nossa dançante black music. Entrou com "A Noite Vai Chegar", sucesso de Lady Zu, depois "As Dores do Mundo de Hyldon" (com direito a mãos para cima de toda a platéia) e fechou com um hit de Jorge Ben Jor, mas conhecido na voz da até então Bab Consuelo, "Todo dia era dia de Índio".
A pista da Choperia do SESC já era um grande bailão quando Maria Alcina entrou para cantar "Maracatu Atômico", sucesso com Chico Science e Nação Zumbi. Prosseguiu com o rock carnavalesco de "Todo Carnaval Tem Seu Fim", dos Los Hermanos e engatou numa música só seus três sucessos nos anos 80 com letras de duplo sentido: "É mais em baixo", "Bacurinha" e "Prenda o Tadeu". Fechou, claro, com "Fio Maravilha", música responsável pelo seu debut no mainstream, em 1972, no Festival Internacional da Canção, na Rede Globo.
O festival encerrou com todos os participantes em "Eu quero é botar meu bloco na Rua" e "Bandeira Branca", numa celebração com muita confete e serpentina. Mais Mix impossível.