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  Festival Mix Brasil: NOTÍCIAS
E o Coelho de Prata vai para...
20/11/2006
Documentário As Filhas de Chiquita consagra-se como o grande vencedor do 14º Festival Mix Brasil


Sergio Amaral arrasando


André Fischer, em set de electro, rock e música brasileira


Ed Andrade e Dácio Pinheiro, coordenadores da Oficina MixBrasil


Marcelona, de Neon, bela


Cláudia Wonder fechando a noite

A edição São Paulo do 14º Festival Mix Brasil chegou ao fim. Foram exibidos mais de 300 filmes de 27 países em 10 dias de intensa programação. Sessões lotadas comprovaram o interesse do público em produções sobre a diversidade sexual. Agora, será a vez do Rio, Niterói e Brasília provarem do sucesso deste que é, sem dúvida, o maior festival do gênero na América Latina.

E a festa de encerramento aconteceu neste domingo, 19/11, no clube Glória, no bairro do Bixiga. A entrega dos troféus Coelho de Prata e Ida Feldman começou por volta das 22h30 e prometia muitas surpresas. Em uma pequena plataforma montada perto da cabine do DJ, Marcelona anunciou os vencedores, ajudada por sua assistente Kelly McQueen. Antes disso, Sergio Amaral comandou a pista com um set brilhante. 

A cerimônia oficial começou com a mestra-de-cerimônia Marcelona chamando ao palco os cineastas Ed Andrade e Dacio Pinheiro, que coordenaram os trabalhos da Oficina Audiovisual Mix Brasil. Os cinco vídeos produzidos por alunos participantes da oficina foram exibidos ao longo da premiação e encantaram o público.

O primeiro vencedor a ser anunciado foi “As Filhas de Chiquita”, que recebeu o prêmio de Melhor Curta Nacional escolhido pelo júri popular. Beth Sá Freire, da Associação Cultural Mix Brasil, foi buscar o troféu pelo documentário. Em seguida, “Gnomo” foi anunciado como Melhor Curta Estrangeiro, também pelo crivo do público. O Coelho de Prata de Melhor Documentário foi para “Gender X”, prêmio recebido pelo diretor alemão Kristian Petersen. Humberto Neiva representou “C.R.A.Z.Y.”, que recebeu o Coelho de Prata de Melhor Longa. “Que isto sirva de exemplo para todos os exibidores nacionais”, declarou Neiva.

“O Amor Palhaço” foi escolhido o Melhor Filme da Mostra Competitiva pelo júri oficial. Em seguida, Beth Sá Freire voltou ao palco para receber a Menção Honrosa pelo documentário “As Filhas de Chiquita”. “Esse prêmio confirma a qualidade da cinematografia brasileira”, disse ela. O Prêmio Porta Curtas foi para Lufe Steffen e seu “Meu Namorado é Michê”. “Não esperava ganhar nada com esse filme porque foi feito há quatro anos. Mas obrigado, realmente era inesperado”, disse o cineasta.

Finalmente, o troféu Ida Feldman, que existe desde 1998 e é dado à pessoa que mais se destacou no período em que o festival ocorre em São Paulo, foi entregue à Kaká di Polly, que não pôde comparecer à premiação. “Ela [Kaká] deve ter atolado em algum lugar”, brincou Marcelona.

Mas o melhor da festa de encerramento ainda estava por vir. Três drags caricatas e a sempre esfuziante Claudia Wonder encerraram a noite de festa com shows inesquecíveis. A primeira drag a se apresentar foi Nagueska Nagaska, um clone desdentado e raquítico da cantora colombiana Shakira. Simples Upi foi ovacionada ao dublar com perfeição a cantora Tina Turner. Agda Monteiro encerrou a apresentação das caricatas fazendo a louca como Joelma da banda Calypso.

Os diretores do Festival Mix Brasil, André Fischer e Suzy Capó, agradeceram patrocinadores, co-patrocinadores e público pelo sucesso do evento e chamaram ao palco Claudia Wonder, que apresentou seu show “Atendimento”. Sergio Amaral, do site erikapalomino.com.br, André Fischer e o DJ Edu Corelli assumiram os pick-ups e fecharam a festa com chave de ouro.

   





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