
 Cartaz da 11a. Parada do Orgulho GLBT de São Paulo |
O Festival MixBrasil, a APOGLBT e o CADS - Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual - estão unidos mais uma vez. Agora para uma mostra de vídeos e filmes do acervo do Festival além de vídeos sobre a Parada GLBT de São Paulo que ganharam curadoria do próprio CADS. As exibições rolam entre os dias 5 e 9 de junho (de terça a sábado), nas vésperas da Parada, sempre na Galeria Olido.
Veja a programação de filmes que o Mix Brasil selecionou para a Mostra, os horários e sinopses.
Terça-feira - 5/6
. 13h - Mostra Dez Anos (vídeos sobre a Parada de SP com curadoria do CADS)
. 14h30 -
Mix Brasil na Parada
Até que a Morte nos Separe / Saving Marriage (Mike Roth & John Henning, 2006, EUA, 90 min.)
No dia 18 de novembro de 2003, o Supremo Tribunal do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, tomou decisão favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A partir daquele dia, ativistas gays trabalharam incansavelmente no sentido de proteger a decisão dos ataques da direita, organizando manifestações, fazendo lobby com políticos, apoiando campanhas eleitorais numa luta que se travou por mais de dois anos. O documentarista Mike Roth acompanhou de perto a batalha captando todo o entusiasmo e suspense envolvidos. Longe de ser um documentário tedioso sobre ativismo político, "Pró-casamento" é um filme extremamente cativante que não apenas emociona o espectador como também alimenta sua esperança por uma sociedade mais justa e semeia uma imensa vontade de lutar por isso.
Quarta-feira - 6/6
. 13h - Mostra Dez Anos (vídeos sobre a Parada de SP com curadoria do CADS)
. 14h30- Mix Brasil na Parada
O Terceiro Sexo Hindu / Between the Lines - India's Third Gender (Thomas Wartmann, 2005, Alemanha, 95 min.)
Este documentário segue a fotógrafa de Delhi, Anita Khemka, numa jornada para explorar a subcultura
hijra. Desde sua infância Khemka se fascinava com a elaborada feminilidade e os atraentes poderes espirituais das marginalizadas hijras
-- homens bilógicos que se vestem como mulheres mas que rejeitam identificação com qualquer um dos gêneros. Ao seguir Asha, Rambha e Laxmi, a fotógrafa tem acesso às lutas das vibrantes comunidades de hijras, onde se discutem abertamente detalhes íntimos de suas vidas, como as famílias de hijras lideradas por mães, as cerimônias de castração, suas opiniões sobre sexualidade e relacionamentos afetivos, assim como os desafios de se superar as dificuldades econômicas, da mendicância e da prostituição. O trabalho de Khemka consegue revelar um grupo social que tem tomado a liderança na luta pelos direitos de gênero e sexualidade na Índia atual.
Quinta-feira - 7/6
. 11h - Mostra Dez Anos (vídeos sobre a Parada de SP com curadoria do CADS)
. 12h - Mix Brasil na Parada
Cabelo Azul Bikini e Bota (Rafael Duarte, 2006, São Paulo / Brasil, vídeo, 13 min.)
Depois de estuprada, uma moça bonita e rica resolve virar super-heroína. Encontra sua fantasia em um lixão, rouba um caminhão e cai na estrada para praticar sua própria justiça. Com direção de arte impecável e edição veloz, o filme ganha contornos fantasiosos e um final surpreendente.
O Olho Mágico (Wagner Molina e Pedro Arantes, 2006, São Paulo / Brasil, vídeo, 8 min.)
De um lado, o tédio de um escritor B, caído, auto-abandonado. Do outro, a agitada noite de um atleta do sexo. Entre eles, apenas um corredor físico. Mas o olho mágico da porta os aproxima. E a imaginação do escritor torna-se fantasia, desejo incontrolável. Tudo pronto para um encontro explosivo – e surpreendente – entre dois mundos próximos e tão distantes.
Também sou teu Povo (Franklin Lacerda e Orlando Pereira, 2006, Crato / Brasil, vídeo, 13 min.)
Juazeiro do Norte é meca da fé em Padre Cícero. Na forte religiosidade local também há espaço para travestis juazeirenses que trabalham, lutam, sonham e, sobretudo, têm fé no santo popular. O documentário as revela.
Yoga Profunda (Ludwig Von Papirus, 2006, Rio de Janeiro / Brasil, vídeo, 10 min.)Banida pelas correntes tradicionais de yoga, uma corrente que tem no sexo, ou melhor, na vagina, sua fonte de inspiração, começo, meio e fim, ressurge nos dias de hoje com força total. É a liberação da meditação. A edição cheia de samples de pornôs lésbicos antigos é super charmosa.
Laura, Laura (José Claudio Dias Guimarães, 2005, Rio de Janeiro / Brasil, vídeo, 26 min.)
Laura de Vison é uma personagem ímpar da noite carioca. Escatológica, provocadora, absurda. Este documentário é resultado de longas entrevistas com a drag, cenas de shows e de fervo nas ruas da Lapa, no Rio. O registro da história de uma das figuras mais originais da cultura gay nacional.
. 13h30- Mix Brasil na Parada
O Amor do Palhaço (Armando Praça, 2005, Fortaleza / Brasil, 35mm, 15 min.)
O fim. Grete, personalidade da praia de Canoa Quebrada, está morto. Sua história retrocede no tempo, momentos da vida desvendam sua trajetória até o instante em quê é tomada a fatídica decisão de abandonar o Circo Máximo e aventurar-se sozinho. O começo do fim. Poético curta-metragem com interpretação emocionante de Luís Miranda no papel principal.
Mavamba (Dácio Pinheiro, 2006, São Paulo / Brasil, Super-8 / vídeo, 4 min.)
Durante férias em praia deserta, casal é vítima de um serial killer em alto mar. Marcelona, Johnny Luxo e Alexandre Herchcovitch são os atores desta hilária aventura em preto-e-branco filmada nas águas verde-esmeralda de Jericoacoara, Ceará.
Meu Namorado é Michê (Lufe Steffen, 2006, São Paulo / Brasil, Super-8 / vídeo, 3 min.)
Dois rapazes. Um casal. Um cliente. Dinheiro. Felicidade. Curta filmado em super-8 preto-e-branco. A trilha conta com duas músicas do Blondie, "In the Flesh" e "Sunday Girl" e a atuação do casal "michê-namorado" é ótima.
Lady Christiny (Alexandre Lino, 2005, Rio de Janeiro / Brasil, vídeo, 12 min.)
Celso Marques era cantor, casado e pai de dois filhos. Até se apaixonar por um fã. Sua esposa, Célia, aceita e apóia o romance, desde que o rapaz morasse com eles – Célia, Celso e os filhos. Célia percebe que o namorado de Celso busca um corpo feminino e alerta Celso. O cantor resolve se transformar em Lady Christiny, uma travesti. Parece o roteiro de uma ficção, mas não é. É a história real de Lady Christiny, carioca, pai de dois filhos. Emocionante.
Singularidades (Oficina de Vídeo do Projeto Olho Vivo – coordenação de Luciano Coelho, Curitiba / Brasil, vídeo, 35 min.)
Um pedreiro, um porteiro, uma travesti, uma empresária, um artista plástico e uma ex-dançarina, todos homossexuais por volta dos 50 anos. Este brilhante documentário revela o desejo desses personagens reais, suas frustrações, rotina e a sexualidade já amadurecida.
Sexta-feira - 8/6
11h - Mostra Dez Anos (vídeos sobre a Parada de SP com curadoria do CADS)
12h - Mix Brasil na Parada
A Outra Filha de Francisco (Eduardo Mattos e Daniel Ribeiro, 2005, São Paulo / Brasil, vídeo, 5 min.)
Paródia hilária do filme "Os Dois Filhos de Francisco", vencedor do Show do Gongo no 13o. Festival Mix Brasil em 2005. No filme, um dos filhos do plantador de tomates goiano é, na verdade, uma fêmea que adora dublar divas, Maria Bethânia entre elas.
Longa-metragem:
As Filhas da Chiquita (Priscilla Brasil, 2006, Rio de Janeiro / Brasil, vídeo, 52 min.)
Há 28 anos, no segundo domingo de outubro, a bicentenária procissão do Círio de Nazaré é obrigada a conviver com a Festa da Chiquita, tradicional encontro gay que ocorre no mesmo circuito da procissão. Em 2004, o IPHAN incluiu a Festa da Chiquita no processo de tombamento do Círio como patrimônio imaterial da humanidade, dando início a uma grande polêmica: afinal, a festa da Chiquita faz parte do Círio? O documentário, além de mostrar toda as "Chiquitas", revela a complicada relação simbiótica entre sagrado e profano.
. 13h - Mix Brasil na Parada
O Fim do Arco-íris / Rainbow´s End (Jochen Hick, 2006, Alemanha, 75 min.)
Em alguns países da Europa, gays e lésbicas alcançaram plenos direitos, inclusive o de casamento e da adoção. A partir dessa realidade, o documentarista Jochen Hick se propõe a responder à seguinte pergunta: "Por que devemos continuar lutando?". Para isso, ele leva os espectadores a campos de concentração nazistas na Polônia, onde gays israelenses prestam homenagem àqueles que morreram com o triângulo rosa estampado, a um bairro em Amsterdã onde um casal gay vive constantemente ameaçado por jovens muçulmanos, ao gabinete do prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, à sede do grupo de ativismo OUTRAGE e a manifestações em Genebra, Varsóvia, Londres, Windsor, Amsterdã, Kiev e Minsk. Ainda que seu foco seja o continente europeu, o documentário diz respeito a todos que de alguma forma lutam pelo direito de ser o que são.
. 14h30- Mix Brasil na Parada Amor em Tempos de Guerra / Un Amour à Taire / A Love to Hide (Christian Fauré, 2005, França, 103 min.)
Na primavera de 1942, em Paris, Jean e Philippe arriscam suas vidas para abrigar Sarah, uma amiga de infância de Jean, cuja família foi assassinada pela Gestapo. Jean é o grande amor de Sarah, mas ele é homossexual e apaixonado por Philippe, membro da resistência francesa. Mesmo assim, os três conseguem manter uma relação harmoniosa, até que entra em cena o irmão de Jean, colaborador dos nazistas. Quando Jean é falsamente acusado de manter um caso com um oficial alemão, começa a descida ao inferno sob o signo do triângulo rosa. Com excelentes interpretações, belas fotografia e direção de arte, o telefilme de Christian Fauré está fazendo muito sucesso no circuito de festivais GLBT, ganhando inclusive o prêmio de júri e de público no Miami Gay & Lesbian Film Festival.
Sábado - 9/6
. 13h - Mix Brasil na Parada
Encontros e Reencontros / Lost in generation (Martina Minette Dreier, Fraya Frömming, Isabella Gresser & Heidi Kull, 2006, Alemanha, 70 min.)
Quatros cineastas de Berlim retratam lésbicas entre 16 e 60 anos de idade neste filme estruturado a partir de três curtas narrativos ligados por entrevistas "reais" com mulheres de várias idades que falam sobre sonhos, identidade sexual e postura em relação ao envelhecimento e à vida. Na primeira história, Toni é uma garota de 16 anos que se sente muito mais a vontade ao lado dos garotos e em cima de uma bicicleta do que na companhia das colegas de escola. Em "Cherchez la Butch", a quarentona Elke quebra a cara várias vezes antes de topar com a mulher de seus sonhos. O filme culmina com o curta "Helena", sobre uma mulher mais idosa e cansada da vida que por obra do acaso muda totalmente o percurso planejado.
. 14h30- Mix Brasil na Parada
Esse Momento (Vitor Leite, 2006, Rio de Janeiro / Brasil, vídeo, 13 min.)
Manuela caminha até um sebo enquanto Bebel sai de um curso pré-vestibular. As duas se encontram por acaso e começam a conversar. Pontuado por "flashes" de um futuro relacionamento, as duas engajam em uma conversa honesta, passando pelos detalhes que compõe "aqueles momentos" - apenas uma tarde da vida de duas garotas comuns.
Minha Obra (Bárbara Paz, 2006, São Paulo / Brasil, vídeo, 15 min.)
Baseado em um personagem real, o primeiro trabalho de direção da atriz Bárbara Paz narra com delicadeza e poesia a história de um menino que pintava bonecas de porcelana para ajudar no orçamento de casa. Apesar de todas as adversidades, esse garoto cresce e hoje é um requisitado maquiador.
Alguma Coisa Assim (Esmir Filho, 2006, São Paulo / Brasil, 35mm, 15 min.)
Caio e Mari, dois adolescentes, saem à noite pelas ruas de São Paulo em busca de diversão. No caminho, Caio, reticente, beija outro rapaz. Só então Maria deixa transparecer um amor nunca revelado – talvez nem para si. O filme de Esmir Filho – de Tapa na Pantera – foi rodado nos clubes The Week e Vegas, templos da noite paulistana.
Balada das Duas Mocinhas de Botafogo (Fernando Valle e João Caetano Feyer, 2006, Rio de Janeiro / Brasil, 35mm, 13 min.)
Duas irmãs, Marília e Marina, buscam no sexo e na noite do Rio de Janeiro uma resposta para escapar ao vazio de suas vidas. Elas se apóiam uma na outra e buscam um caminho. Sem guia ou referência, em meio a noitadas sem memória e relações sem sentido, elas procuram uma saída - qualquer saída. Baseado no poema de Vinicius de Moraes.
Vibracall (Esmir Filho, 2006, São Paulo / Brasil, 16mm / vídeo, 5 min.)
Nesta inédita produção do prolífico diretor de "Alguma Coisa Assim" e "Tapa na Pantera", Esmir Filho, duas adolescentes fazem bom uso de seus aparelhos de celular na sala de aula. Pra receber esse tipo de ligação você não precisa de um aparelho com MP3 ou câmera de vídeo, é só colocar seu celular no modo vibratório...