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  CIO: REDOMA
Gangorra
29/8/2006
Na fragilidade, encontrar quem tenha força para nos colocar em equilíbrio novamente é uma benção


A vida é composta por sucessões de altos e baixos.

Constantemente somos colocadas à prova, vivenciando situações difíceis, que exige muito de nós e de quem está ao nosso lado. A gangorra é uma excelente alegoria para exemplificar estas oscilações da vida. E estar em um relacionamento é encontrar o equilíbrio perfeito dessa gangorra. É exatamente neste momento que você conhece quem está ao seu lado. Ou melhor, do outro lado.

A menos que você seja filha de Jaqueline Onassis, ou tenha ganho na loteria recentemente, ora ou outra estará “meio sem grana” e precisando de uma força da namorada. Seja para deixarem de freqüentar por um tempo lugares caríssimos, diminuírem as idas ao cinema ou até permitir que ela pague a sua parte do aluguel até que você reencontre sua estabilidade. Ou mesmo quando o problema não é dinheiro. O stress do cotidiano, o cansaço, os problemas emocionais também colocam o nosso lado da gangorra em desvantagem.

Nesse momento de fragilidade, encontrar quem tenha força para nos colocar em equilíbrio novamente é uma benção. Quem já não namorou alguém que, na hora de apoiar, saiu correndo? Ou até mesmo quem já não correu (ou teve vontade de correr) quando a situação ficou difícil demais?

Se você estiver no topo da gangorra, não sinta-se confortável nesta posição. Lembre-se sempre que ela não é permanente. Um dia você experimentará também a sensação de estar no chão. Portanto, sempre que sua namorada precisar de você, empreste sua força para que ela possa se reerguer.

E mais importante que emprestar sua força, quando precisar, seja humilde e aceite a força da sua companheira para colocar a gangorra em movimento novamente.

Aí você me pergunta: não existe um momento em que as duas estarão no chão?
E eu te respondo com segurança: não. Esta é a característica mais marcante da gangorra e exatamente por isso ela foi usada como referência: os dois lados nunca estarão juntos em cima ou embaixo.

De uma maneira ou de outra você ou ela sempre terão algo que a outra precisa.
Pense bem: ninguém é perfeito o tempo todo. Nem sempre temos ou conseguimos tudo o que queremos, na hora que queremos. Infelizmente, não somos heroínas de história em quadrinhos, com aquelas roupas justinhas, corpos esculturais e super-poderes. Todas nós, de vez em quando, ficamos tristes, deprimidas, sem rumo, passamos por uma situação financeira difícil, uma doença, precisamos tomar uma decisão que nos deixa inseguras.

A ajuda não precisa ser necessariamente material, paupável. Um abraço, um sorriso, um e-mail dizendo “eu te amo”, não importa. O peso da presença já faz toda a diferença. Estar presente e oferecer amor. Quer força maior que esta?

Nina Lopes já experimentou várias nuances dos altos e baixos da gangorra e é editora da revista Sobre Elas – www.sobreelas.com.br

  





LEIA OS COMENTÁRIOS

30/8/2006 23:46:18 - Nilson (ngcr@ig.com.br)
Lindo e verdadeiro, Nina. Abraços. Parabéns!
29/8/2006 21:30:32 - Suani (suaninobrega@yahoo.com.br)
Maravilhoso artigo! Como Taurina sempre fui muito orgulhosa. O que posso afirmar que nunca me levou a lugar nenhum. Devemos ajudar, pedir ajuda e aceitá-la. É fato...não sobrevivemos sozinhos...precisamos uns dos outros. A vida é fútil e vazia sem um abraço, um ombro amigo, um carinho....
29/8/2006 19:30:34 - André (dirli@click21.com.br)
Você escreveu um artigo objetivo e cheio de verdades. E ainda de forma poética. Ler este seu texto é um deleite. Sabe escrever pouco e dizer muito. Isto é raro. Dá a impressão de que quando você o escreveu estava calma, em paz consigo mesma. Parece conhecer bem a natureza humana. Você escreve para as lésbicas, mas que gay não se reconhece em seu texto? Posso ser seu fã também? Abraço.
29/8/2006 18:48:59 - alexandre lima (xande_l@pop.com.br)
Nossa concordo plenamente com essa reportagem, realmente quando necessitamos de apoio, o ser humano em geral tende a fugir, pois as pessoas esquecem que elas também necessitam de ajuda, e mesmo as pessoas ricas ou milhonarias também necessitam de apoio, não preciso nem cometar casos de famosos que caem nos vicios que de drogas, bebidas, casos de famosos ricos que apanham de marido e etc. Sendo assim creio que mesmo que a pessoa ganhe na loteria, ou nasça em berço de ouro também pode ser que caia na gangorra, sendo assim todos "nós", meros mortais, temos que aprender que nem só de alegria e felicidade vivemos, e sim temos que enfrentar nossas dificuldades, lembrando que mesmo que não consigamos apoio, temos que lembrar que o maior apoio é nós mesmos......
29/8/2006 14:27:24 - Vicka (contato@vickasuarez.com)
Já estive dos dois lados... Quem não esteve? Beijos, Ninoca!
29/8/2006 12:44:02 - Kika (ems90210@zipmail.com.br)
Amei seu texto Nina - Concordo quando você diz que "os dois lados nunca estarão juntos em cima ou em baixo". Já passei por várias situações onde apoiei e fui apoiada. Algumas vezes o bem material nem é tão importante assim, o que vai nos dar força é a atenção, carinho e o amor que recebemos do outro, fazendo com que o caminho árduo se torne mais suave. - Hj estou em busca de uma companhia pra brincar de gangorra comigo...Bjos


                                



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