
Hatshepsut |
11/7/2007 |
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Ela foi a mulher mais importante a governar o Egito há 3,5 mil anos. Para se ter uma idéia de sua relevância, ela é considerada pelos egiptólogos (estudiosos da cultura egípcia) uma rainha mais poderosa que Cleópatra ou Nefertiti.
Tendo em conta que o nome de Hatshepsut foi suprimido das principais listas de autoridades do Antigo Egito, desconheceu-se durante muito tempo sua existência. A rainha viveu no começo do século XV a.C, no entanto, somente em meados do século XIX, quando a Egiptologia se estruturou como campo do saber, iniciou-se a redescoberta da rainha-faraó.
Há menos de um mês as principais agências de notícias do mundo noticiaram a descoberta e identificação da múmia de Hatshepsut que estava desaparecida há séculos, o que se tornou o feito mais importante no Vale dos Reis (Egito) desde a identificação do rei Tutankhamon.
A conquista dos arqueólogos serviu também para efervescer as discussões em torno de seu misterioso reinado e sexualidade. Isso porque Hatshepsut foi uma rainha, entretanto, governou como um rei.
Estátuas, gravuras, ilustrações e representações da época comprovam que ela era uma verdadeira Drag King (versão feminina de Drag Queen), vestia-se com trajes masculinos – usou até a tradicional barba dos faraós - e não apresentava-se como "Rainha", mas como "Faraó".
Apesar de Hatshepsut ter sido casada com seu meio-irmão Tutmés II (era normal no Antigo Egito membros da família real casarem entre si), alguns estudiosos especulam também que a rainha-faraó relacionava-se sexualmente com outras mulheres por conta da freqüente aparição de Hatshepsut rodeada por elas nas gravuras da época. Até porque a prática da infidelidade era permitida aos membros da nobreza, ao contrário dos civis comuns que eram castigados sob pena de morte.
Em seu reinado de 22 anos, a primeira mulher faraó de todos os tempos parece ter tido tanto força política quanto carisma. Habilmente, ela conseguiu convencer o Clero de Amon a torná-la Faraó do Egito, ainda que não fosse permitido a mulher alguma tal cargo.
O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, prosperidade econômica e padronização de um verdadeiro sistema sucessório de linhagem feminina, cuja implantação supunha um avanço de domínio da mulher nas estruturas políticas do Egito.
Há muitos anos o Dr. Zahi Hawass, um eminente arqueólogo egípcio, vem tentando solucionar a vida misteriosa de Hatshepsut. A partir da descoberta de sua múmia, a equipe de Hawass irá utilizar pela primeira vez no mundo a mais moderna tecnologia para analisar a realeza egípcia e entrar para a história. Portanto, fiquem atentas! Muito em breve surgirão mais novidades e histórias bolachísticas a respeito da nossa diva egípcia.
| 27/9/2007 14:34:59 | - | simone (simonevirdo@hotmail.com) |
| gostei demias do comentário da prof. de História Antiga -Isadora - pela colocação imparcial, baseada na historia e não em interpretações contemporâneas e fundamentadas a aprtir dos nossos atuais costumes. Parabens | ||
| 18/7/2007 19:22:04 | - | Bruna (bruna_angrisani@hotmail.com) |
| Obrigada meninas! Essa faraó era realmente incrível! Isadora: Não foi precipitado não, dá uma lida no wikipedia e no glossário gay do próprio mix brasil. 1.DRAG KING = versão feminina de Drag Queen, i.e. mulher que se veste de homem http://mixbrasil.uol.com.br/id/glossar.htm 2. DRAG KING = Chama-se drag queen o homem que se veste com roupas de mulher, e drag king a mulher que se veste como homem. Embora na maioria das vezes os drag queens e kings sejam homossexuais (gays ou lésbicas), essa orientação sexual nem sempre é a norma. Podem ser também bissexuais, assexuais e até mesmo heterossexuais. http://pt.wikipedia.org/wiki/Drag_queen Em qualquer pesquisa séria que você fizer a respeito de Hatshepsut aparecerá que ela vestia-se como homem, identificava-se como homem e usava a tal barba de Faraó que você mesma disse que ela usava: "...uma fantasia, da mesma forma que os faraós homens utilizavam". Quanto às relações com mulheres concordamos né? Você mesma disse: "...os registros mostram que as relações homossexuais não tinham restrições no Egito" Concluindo: Segundo os antropólogos do mundo inteiro (não sou eu quem diz isso), ela era Drag King e mantinha relações com mulheres. Isso não é ótimo? Qualquer dúvida me escreva: bruna.angrisani@gmail.com | ||
| 17/7/2007 16:57:44 | - | Carolina (carolinamuniz81@hotmail.com) |
| Concordo com a Bi. A mulher difere justamente pela força, personalidade, pelo equilibrio entre sentimentos opostos. beijos, Bruninha | ||
| 16/7/2007 23:20:04 | - | Bruna (bruna.angrisani@gmail.com) |
| Obrigada meninas! Essa faraó era realmente incrível! Isadora: Não foi precipitado não, dá uma lida no wikipedia e no glossário gay do próprio mix brasil. 1.DRAG KING = versão feminina de Drag Queen, i.e. mulher que se veste de homem http://mixbrasil.uol.com.br/id/glossar.htm 2. DRAG KING = Chama-se drag queen o homem que se veste com roupas de mulher, e drag king a mulher que se veste como homem. Embora na maioria das vezes os drag queens e kings sejam homossexuais (gays ou lésbicas), essa orientação sexual nem sempre é a norma. Podem ser também bissexuais, assexuais e até mesmo heterossexuais. http://pt.wikipedia.org/wiki/Drag_queen Em qualquer pesquisa séria que você fizer a respeito de Hatshepsut aparecerá que ela vestia-se como homem, identificava-se como homem e usava a tal barba de Faraó que você mesma disse que ela usava: "...uma fantasia, da mesma forma que os faraós homens utilizavam". Quanto às relações com mulheres concordamos né? Você mesma disse: "...os registros mostram que as relações homossexuais não tinham restrições no Egito" Concluindo: Segundo os antropólogos do mundo inteiro (não sou eu quem diz isso), ela era Drag King e mantinha relações com mulheres. Isso não é ótimo? Qualquer dúvida me escreva: bruna.angrisani@gmail.com | ||
| 15/7/2007 13:46:16 | - | Isadora (Profª História Antiga) (mazikeen@zipmail.com.br) |
| Acho precipatado o comentario sobre Hatshepsut, não podemos afirmar que foi drag king, pois a lei egipcia só permitia homens Faraós, assim foi uma forma publica de assumir o poder, uma fantasia, da mesma forma q os Faraós homens utilizavam, todos usavam cavanhaque postiço, por exemplo. Há poucos relatos históricos, mas os registros mostram que as relações homossexuais não tinham restrições no Egito, estavam livres dos preconceitos judaicos-cristãos. Não podemos analisar Hatshepsut, a partir da nossa época, nem a sociedade egipcia a partir da nossa. Foi sim uma mulher forte, que ousou lutar contra o poder sacerdotal da época, tanto q teve seu nome apagado dos escritos egipcios. | ||
| 12/7/2007 17:03:44 | - | Bianca (carreirab@yahoo.com.br) |
| Bom mesmo é descobrir que, há anos, mulheres mostram sua força, não se contentam em viver à sombra dos homens. Assim como, a faraó Hatchepsut. O que torna a mulher tão sublime é a força, a vontade de modificar, o seu encanto natural. bjs, Bru. | ||
| 12/7/2007 07:39:49 | - | Nicole (missfavela@hotmail.com) |
| Otima materia. Depois que encontraram esperma no anus de uma mumia masculina, o babado gbtls das antiga vem a tona. Isso prova para os "puritanos" que o movimento gbtls nao e novidade. Ja vem das antigas. Bjs, Nicole | ||
| 11/7/2007 20:48:05 | - | Simone (gayatrigovinda@hotmail.com) |
| Bruna, sou admiradora e leitora assídua dessa sua coluna Bolacha Ilustrda. Gosto muitos dos assuntos culturais que nos trazes. Além é claro de gostar do seu jeito de escrever: é uma leitura deliciosa! Adoro arquelogia e amei saber mais sobre a Faraó. Que bom descobrir sobre mulheres poderosas e acima de tudo bolachíssimas! Já na antigüidade elas sabiam o que era bom!RSRS! Abraços. | ||