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  Cultura GLS: ESPECIAL
Invasão de domicílio
13/6/2008
Mix desvenda o dia-a-dia de uma república só de meninos


Apartamentos de estudantes, mais conhecidos como repúblicas, quase sempre são sinônimo de festas ininterruptas. "Quase sempre", porque no apartamento de Adriano, Evandro e Márcio, só mesmo aos finais de semana é que a farra acontece.

Eles são, na maioria, provenientes de outras cidades e costumam sair de casa para estudar, trabalhar e, claro, namorar - longe dos olhos e da censura familiar. Foi assim que o santista Evandro chegou a São Paulo. "Vim estudar medicina, mas também queria viver minha vida com mais liberdade", diz o jovem de 24 anos que há quase 5 mora fora de casa e divide o apartamento com outros dois amigos (Adriano, de 22 anos, e Márcio, de 23). "Como Santos é muito perto, 'desço' quase todo domingo prá casa da minha mãe", conta. "Assim ela não reclama muito a minha ausência", diz Evandro, que é filho único.

Segundo Evandro, durante a semana a rotina dos três amigos é super corrida. Os outros dois moradores, Adriano e Márcio, também estudam, mas apenas Márcio trabalha. "Por eu fazer um curso em período integral (medicina), ainda não tenho tempo para trabalhar", diz Evandro. O último a chegar no apartamento, que fica no bairro do Alto da Lapa, foi o catarinense Adriano, de Tubarão. Ele tem 22 anos e estuda administração de empresas. Já Márcio, o único dos três que é natural de São Paulo, faz curso de Gastronomia no Senac e estágio em um restaurante no centro. Além das festas, que Evandro diz que só acontecem aos finais de semana, eles também estudam muito. "Se tiver festa aqui todo dia a gente não vai prá frente", diz o santista. "Todo mundo estuda", completa. "Mas à noite, mesmo sem a gente querer, é normal aprecer um ou outro amigo", afirma.

Atualmente, nenhum dos três está namorando, o que dá a eles ainda mais liberdade do que aquela já conquistada só por terem saído da casa dos pais. "Todo final de semana vamos para a balada, e o 'esquenta' é sempre aqui", conta Evandro. Sobre aqueles códigos geralmente usados entre pessoas que dividem apartamento, para um saber se o outro está ocupado, ou se o apartamento todo está, digamos, interditado para alguma festa particular, Evandro também diz que não acontece no apartamento deles. "O apartamento é dos três, por isso 'ficadas' na sala podem às vezes ser pegas". Ah, mais um detalhe: segundo Evandro, os três já ficaram entre si, mas em momentos separados. "Sabe como é.. às vezes bate aquela solidão", finaliza. A gente sabe sim. 

 




                                



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