Mix conversou com a banda mineira de música eletrônica que está prestes a lançar o segundo álbum
Entre as montanhas de Minas Gerais, está o bom electro do Digitaria! A banda que ganhou as pistas em meados de 2005, quando foi descoberta pelo DJ Hell e lançada pelo selo Gigolo Records, está no processo de finalização do segundo álbum. Além disso, o grupo, um quarteto a princípio, vem passando por uma reformulação de formato e, hoje, conta com duas pessoas à frente do projeto – Dani Hell e Daniela Caldellas. Em bate-papo, a dupla fala ao Mix sobre futuro, música eletrônica, viagens e muito mais. Confira!
Como vão os preparativos para o segundo álbum?
Dani C: Xerxes “XRS” de Oliveira, que já trabalhou com o Marky, está co-produzindo e mixando o disco. Um terço do álbum está praticamente pronto, estamos bem satisfeitos com o trabalho e com essa nova fase.
Desde quando a banda está apenas com dois integrantes?
Dani C: Desde que voltamos da Colômbia, em outubro de 2007. Foi o último show do Fabiano Fonseca.
Por que Nest e Fabiano Fonseca se desligaram? A saída foi tranqüila?
Dani C: Esperamos ter muita contribuição do Nest ainda, ele é um guitarrista muito bom. Queremos que ele faça participações até mesmo nesse disco.
Dani Hell: Nem todo mundo está disposto a ficar ali, ainda mais quando são quatro pessoas à frente de uma banda. O Nest está sempre do nosso lado, não significa que não sejamos mais amigos. Tanto que, há pouco tempo, pensamos em fazer um show com guitarra em Goiânia, ligamos pra ele e foi excelente. Na época, ele estava interessado em outros lances, tipo começando a discotecar. Foi uma saída saudável! A respeito do Fabiano, nem a gente sabe muito bem. Acho que também estava com outras idéias.
Dani C: Fabiano queria seguir a vida pessoal dele. Acredito que ele não estava muito ligado em música eletrônica.
Conte-nos sobre a experiência de terem sido bookados pelo DJ Hell.
Dani Hell: Pra nós, isso foi bom porque deu uma projeção grande. Seria difícil conseguir isso de uma outra forma. Lançamos o disco na Alemanha, ficamos três meses na Europa, conhecemos bastante gente. Além disso, sempre admiramos a Gigolo Records, selo do DJ Hell.
Quem lança o próximo disco?
Dani Hell: Por mais que gostemos da Gigolo, não pensamos em ser artistas de um selo para o resto da vida. Temos uma lista de contatos, entre eles DJ Hell, para os quais mandaremos nosso álbum. Aguardaremos as propostas e esperamos que sejam boas!
Dani C: Pretendemos trilhar novos caminhos e ver o que outras pessoas têm a nos oferecer.
Como funciona a rotina de trabalho da banda?
Dani C: Temos uma agência [SmartBiz], quem cuida do booking e dos shows, mas esse lance organizacional está por nossa conta. Às vezes, fica mais apertado.
E a turnê pela Europa?
Dani Hell: Poxa, foi muito bom. Ficamos quase cem dias na Alemanha. O Ministério da Cultura nos mandou para lá na época da Copa do Mundo. Eles nos deram uma grana e, ao invés de ficarmos em hotel, alugamos um apartamento no centro de Berlim.
Dani C: Conhecemos muitos artistas, como Marc Almond, Punxsound Check, David Carretta, Ritchie Hawtin, Ellen Allien, além de termos ido a muitos shows. Fizemos parte do festival Aquacella, que rola no norte da Espanha, também tocamos na Love Parade e no Sònar, muito bacana!
Quais os próximos shows marcados?
Dani C: Dia 9/4, no D-Edge; 19/4, no Deputamadre (BH); 26/4, na Clash. Em setembro, voltaremos à Colômbia, onde tocaremos em festivais de Bogotá e Medellin.
As faixas recentes têm nome?
Dani C: Sim, temos a “Data Excess”, “Shopping Center Soundtrack” e “Plastic Population”, provavelmente o nome do segundo álbum, entre outras.
Alguém já se prontificou a remixar os novos trabalhos?
Dani Hell: O DJ brasiliense Allan Villar, referência de minimal na região, tem interesse de fazer alguns trabalhos. “Data Excess” já possui remix do Gustavo Peluzo, daqui de BH. Tem um povo da Rússia, o grupo Dolce Banana, que também entrou em contato.
Vocês discotecam individualmente também, né?
Dani C: O Digitaria vai estar sempre em primeiro plano, mas discotecagem é algo que fazemos com muito carinho. Adoro tocar!
Pergunta clássica: as melhores experiências em palco foram...
Dani C: Pra mim, a melhor foi no Carnaval de 2007, fizemos um show após o outro. Primeiro, no Circo Voador (Rio de Janeiro). Logo depois, tocamos para 15 mil pessoas em Recife. A Alemanha nos deu experiências incríveis também!


