
Ar Puro |
30/6/2008 |
![]() Fujiya e Miyagi, para assistir de olhos fechados |
![]() Metric, vocalista distante e baladinhas chatas derrubaram show dos canadenses |
![]() The Go! Team, vocalista Ninja conectada |
Muito legal o formato do Motomix, evento que rolou no último sábado, 28, em São Paulo, mais precisamente no Parque Ibirapuera. Ao ar livre e gratuito, não rolou muvuca nem superlotação. E até os banheiros estavam dignos. Super legal. O palco contou com som potente e bem equalizado. Dava para conversar e dançar, ou fazer ambos ao mesmo tempo... E ser ao ar livre ajuda muito. Famílias que frequentam o parque pararam por lá atraídos pelo som; ciclistas e corredores de fim de semana também, além, claro, de quem gosta de música e foi ver os shows. No total, 6 mil pessoas estiveram em frente ao palco montado ao lado do museu Afro-Brasileiro. Sem bebida alcóolica (proibida, apesar de alguns ambulantes conseguirem burlar), e com postos médicos e policiais por todos os lados, o evento não registrou nenhuma ocorrência. Nem mesmo nos postos médicos.
Se o formato e organização merecem elogios, só faltaram shows bons. O Motomix já trouxe ao Brasil bandas como Franz Ferdinand, Art Burt, Annie. Desta vez apostou em nomes poucos conhecidos, como o Metric, Go! Team e Fujiya e Miyagi. Entre os brasileiros, a banda Nancy, Venus Volt e Stop Play Moon, iniciantes, mas legais. O palco encheu mesmo por volta das 17h, quando começou a tocar os ingleses do Fujiya e Miyagi. Legal o show, apesar de pouco ter mexido com a platéia. Os meninos são bem distantes, e o show é etéreo, viajante, apropriado para um parque tão lindo quanto o Ibira. Eles abriram com "Ankle Injuries" - do refrão Fujiya, Miyagi, Fujiya, Miyagi - tocaram também "Transparent Things", "Sucker Punch", "Collarbone", "Conductor 71" e "Cassettesingle".
Depois entrou o The Go! Team, com sua vocalista endiabrada Ninja. Ela conseguiu injetar um pouco de ânimo no povo, e já era noite no Parque. Pulando muito, conversando com a platéia - às vezes, em português -, pedindo jumps, palmas e dançando freneticamente, foi o momento "vamos pular" de todo o evento.
Os canadenses do Metric entraram para fechar o evento, mas desabaram o ânimo do povo. Tanto, tanto, mas tanto, que quando a banda saiu a platéia nem bis pediu. Mesmo assim a banda voltou, meio indignada com a falta de resposta do público, cantou mais três baladinhas e saiu. O povo já tinha virado as costas.
Valeu muito pelo formato, por ser gratuito, pela organização impecável. Agora eles só precisam de uns bons consultores para trazer bandas mais legais da próxima vez.