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  Cultura GLS: ENTREVISTA
Muito Franco
15/7/2008
Marcelo Garcia, Secretário Municipal de Assistência Social do Rio de Janei, abre o jogo para o Mix


O Secretário Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, Marcelo Garcia

O nome do Secretário Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, Marcelo Garcia, tem aparecido com freqüência nas notícias do Mix. São dele vários projetos que defendem, beneficiam e homenageiam gays e/ou datas importantes para a comunidade, como o projeto Rio Orgulho, que tem relação com os 40 anos de Stonewall em 2009, o projeto Damas, voltado para travestis (e que inclusive foi freqüentado pela agora famosa Andréa Albertine, do caso Ronaldo) e ainda um projeto para acolher gays expulsos de casa pela família.

Marcelo, que publicou um livro relatando com detalhes seu amadurecimento e suas descobertas como homem gay ("E Ninguém Tinha Nada com Isso", de 2007), recebeu o Mix Brasil em seu gabinete na prefeitura do Rio para uma conversa muito franca e objetiva que durou mais de uma hora e meia. A idéia era focar também em questões pessoais e Marcelo desde o começo deixou bem claro: "Eu falo sobre tudo, sem problema". E falou mesmo. Confira:

Vamos ao básico. Que idade você tem, onde mora e qual seu estado civil?
Vou fazer 40 anos em 2009, coincidindo com os 40 anos de Stonewall. Moro no Flamengo, aqui no Rio e estou solteiro. Moro sozinho.

Como surgiu o projeto do livro? Você já vinha amadurecendo a idéia há algum tempo?
Não, não, muito pelo contrário. Eu fui contratado por uma editora para fazer um livro técnico, sobre os problemas sociais no Brasil. Eu viajo muito e acabei pegando todos aqueles enormes atrasos da crise aérea. Então sentei e comecei a rascunhar o livro combinado. Mas ele precisava muito de bibliografia e pesquisa, coisas que não dava pra fazer ali. Então comecei a escrever outras coisas e quando vi estava redigindo uma história. A minha história. De como eu construí essa certeza e identidade de ser um homem gay. Não foi nada planejado, foi culpa da crise da aviação mesmo! (risos). E eu fui indo fundo em alguns problemas, desde a infância, com as cobranças da minha mãe da minha avó, passando pela adolescência, com a questão da Igreja (Marcelo foi seminarista) e todas aquelas certezas e incertezas de ser ou não gay, sabendo lá no fundo que eu era. Quando eu cheguei na editora, eles reclamaram que não foi isso o combinado. Eu respondi "mas foi isso que eu consegui fazer".

Como foi conciliar a publicação de um livro tão pessoal e falando de assuntos tão intensos com a carreira?
No final de 2006 eu tirei 10 dias de férias. Usei esse tempo para pensar muito, pois o livro fala de muitos detalhes, de descobertas, da primeira entrada num banheirão, enfim... Fiquei em dúvida em lançar ou não por causa da questão pública. Aí fui passar 10 dias em Nova York...

Mas nessa época você já era assumido como gay, não?
Sim, eu sou assumido desde os 22 anos, desde que eu me apaixonei pela primeira vez. Os problemas eram algumas histórias que eu contava no livro... São passagens difíceis da juventude, do processo da adolescência, etc.. Bem, éramos 10 pessoas em NY e eu e um outro cara éramos os únicos solteiros no grupo. Tivemos conversas deliciosas. Ele estava com 40 e ainda dentro do armário. Foi baseado nesses papos, de porque ele ainda estava nessa situação, que eu decidi que o livro era importante, sim, que ele poderia ajudar as pessoas de alguma forma. Daí, passei o livro para a avaliação de um amigo da esfera pública, perguntando se o conteúdo estava muito forte. Ele, que é uma pessoa muito conservadora, gostou bastante e me disse para não cortar nada. Daí o livro saiu. Houve uma repercussão muito grande fora do meio gay também. Vendeu muito pra mães; chegaram muitos depoimentos emocionados, que eu coloco no meu site pessoal (www.marcelogarcia.com.br). Foi uma experiência muito interessante, porém de muita exposição também.

Houve reclamações por causa do seu cargo?
No outro dia chegou uma reclamação na ouvidoria da prefeitura, mencionando a parte "saudades" do meu site... dizendo que era um absurdo o secretário escrever sobre as relações... Aquele é um site pessoal, não é institucional. E eu vou falando com muita sinceridade, sem muita preocupação com o que as pessoas vão pensar. Acho que é por isso que o livro e o site deram tão certo.

Falando de coisas mais pessoais, você sai à noite?
Não. Acho a noite chata hoje em dia, as músicas repetidas... mas já saí muito, no mundo todo. As noites dos anos 90 eram deliciosas.

Você é um homem de relacionamentos longos?
Não, eu sou um homem de relacionamentos necessários. Não preciso de muito tempo junto para considerar o encontro um relacionamento. Eu só fico com quem tenho vontade de ficar. Não sou partidário do "deixa como tá pra ver como é que fica". Se a relação perdeu alguma motivação pra mim, eu parto pra outra.

Como você vê a questão do envelhecimento para o gay?
Gay fala muito de preconceito, mas é uma raça muito preconceituosa também. São castas, né? Eu tenho muitos amigos gays mais velhos. São de outra geração, diferente da minha. Muitos casaram, tiveram filhos, se separaram, sempre ficaram no armário... Aí começamos a pensar: "onde andam esses gays de 60, 70 anos?" A gente não encontra. Eis porque começamos o projeto do Disque-Solidão. Eu gosto muito mais, do ponto de vista da convivência comunitária, de conversar com gays mais velhos do que com esses gays que estão surgindo em fornada agora, todos iguais, malhados, bonitos, depilados...Eu me preocupo muito com o envelhecimento do gay, é um assunto que está sempre em minha pauta.

Você já passou por experiências pessoais de preconceito?
Na família, muito. "Descruza a perna, menino, fala grosso!". Na carreira, não. Porque eu fui acertando, me impondo no trabalho e as pessoas respeitam isso. Porque se você se der mal, a primeira coisa que pensam é que foi assim porque vc é viado. Não vivi ainda a experiência do preconceito em nenhum cargo que ocupei e eu nunca escondi que era gay desde 1998. É como se eu dissesse logo de cara "não precisam ficar perguntando ou fazendo rodinha dizendo 'ele é ou ele não é'. Podem já saber que eu sou". Isso facilita muito as relações. Como ser denunciado como gay não é um perigo pra mim, acho que diminui muito a possibilidade do preconceito.

Um jornalista uma vez falou de uma frase sua citando outro político e botou o título "paulada rosa". Esse "rosa" te incomoda?
Não, nada disso me incomoda. Podem me chamar de rosa, de viado, de baitola, boiola, peroba, bicha, pederasta, da forma que quiserem. Acho que o fato de eu não me incomodar é que incomoda muita gente.

Uma questão polêmica no meio gay e que tem a ver com política é a 'pegação em locais públicos'. Você é contra? Acha que tem que prender o gay que transa na rua, como alguns nomes influentes no Rio acham?
Primeiro, não se criam espaços de pegação, eles são descobertos naturalmente. Não dá pra oficializar um parque pra isso, até porque perde a graça. São coisas que surgem aos poucos, "no banheiro tal se pega bem", etc. Na minha adolescência, o banheiro de uma determinada loja de departamentos era o melhor lugar. Eu, com toda a minha culpa de uma pessoa religiosa, tive ali minhas primeiras intimidades gays. Depois, descobri que o campus de uma universidade era um outro ótimo lugar. Não sei porque tem gente contra a pegação. Qualquer lugar do mundo tem. E tem gente muito legal nesses lugares. Eu já construí namoros com caras que conheci na pegação. E é algo bem divertido. Claro que eu hoje não tenho mais idade pra isso, não vou mais ficar batendo perna num parque a madrugada inteira. Mas aos 25 eu e meus amigos íamos em grupo. Claro também que ninguém vai se agarrar na frente das pessoas... eis porque os locais de pegação são em geral noturnos, reservados, banheiros... Esses espaços foram se tornando necessários porque as pessoas precisam ter prazer. E muitos que vão pra pegação só tem prazer ali, porque voltam pra casa depois pra encontrar suas esposas e seus filhos. Elas não tiveram a possibilidade que eu tive de me libertar aos 22 anos do medo e da culpa. Como ser contra um lugar que proporciona a alguém prazer que ele não consegue em outro local? Porque ele não pode ir numa boate ou numa sauna, pois pode ser reconhecido. Na pegação, não. É um espaço de liberdade. Eu mesmo já conheci um parque de pegação em Genebra maravilhoso, reconhecido seriamente pela prefeitura como um espaço de encontros, muito bem cuidado.

Você viu na Holanda que foi reservado um parque à noite para a pegação, saiu no Fantástico até...
Aí perde a graça, né? Vira um espaço institucional. E aquele cara que quer ir num local de pegação de forma rápida, nunca vai num parque desses, oficial, porque ficará com medo de ser visto entrando num parque onde ocorrem encontros gays...

Mas o que você acha sobre a repressão ao ato em si? Os crimes de "ato obsceno" e "atentado violento ao pudor" pressupõem que alguém ficou incomodado com o ato de terceiros, daí este ter que ser reprimido...
Ninguém vai se agarrar no Aterro no Flamengo às 10 horas da manhã, né? Olha, se há dois homens se beijando ou mostrando um afeto mais escancarado no Parque do Flamengo à meia-noite, eu não estou vendo agressão alguma de ninguém. Não tem platéia ali, não tem família, não tem criança... E homem e mulher se agarram à noite também, não são só os gays. Será que a repressão não é dirigida porque são dois homens? Eu fui muito no Autorama, em São Paulo, quando era mais jovem; havia meio que um consenso para a não-repressão, era bobagem reprimir... Eu acho que reprimir a pegação é um discurso bobo. As pessoas têm necessidade de se encontrar, de se conhecer, de pegar, de gozar... Eu hoje não acho mais graça na pegação. Mas já achei, já me diverti muito. Eu nem sei hoje onde tem pegação na cidade, não tenho mais motivação. Tem muita coisa a ver com juventude isso também, né? E também com o fato de ser uma válvula de escape pra quem não tem outras possibilidades.

O que te atrai num homem? Você gosta de um tipo como o George Clooney?
N
ão, George Clooney não, porque ele já passou da idade que eu gosto. A juventude é algo especial pra mim. Eu estou tendo que aprender a valorizar menos a juventude. Porque já saí dela e estou caminhando pra outra fase da minha vida. Mas a juventude é uma coisa maravilhosa. Você estar com um menino de 22 anos de idade... Minha última relação foi com um menino de 23 anos e era uma coisa. Mas é claro que há questões que ele não te oferece. Ele não sabe quem foi Judy Garland, por exemplo. Stonewall, então, nem passa pela cabeça dele o que foi. Mas é divertido. Agora, como contrabalançar beleza, experiência e conversa; é um desafio, né? Mas eu não namoro só pra conversar... Conversar, eu converso com amigos. Se não tiver atração, eu não vou namorar.

Você fuma ou bebe?
Não fumo. Bebo de vez em quando. Adoro Champagne, Prosecco, adoro sentar num bar e beber com as pessoas.

Como você se posiciona em relação a esses ataques todos que os gays sofrem, como, por exemplo, essa passeata de 1500 evangélicos e católicos em Brasília contra a lei da homofobia, as coisas horríveis que são ditas...
Eu acho isso uma barbaridade, porque estamos numa época em que precisamos construir consenso no País. Eu não atrapalho a vida do Magno Malta ou do Édino Fonseca em nada. Eu só estou pedindo pra  eles não atrapalharem a minha. Que eles me permitam não ter medo de andar na rua. Eles estão provocando, com esse horror que eles têm aos gays, Deus sabe lá porque, outras iras contra a gente. Eles estão viabilizando que as pessoas tenham ódio dos gays. Isso pra mim é um retrocesso. Eu, que sou de família evangélica, fui seminarista... Jesus em nenhum momento mandou odiar a gente, fazer aqueles atos que provocam ódio nas pessoas, como se nós fôssemos guerrilheiros... como se fôssemos terroristas invadindo um país! Eu só quero ter o livre direito de poder andar de mãos dadas na praia de Ipanema com o meu namorado. Só isso. De poder dividir os meus bens com quem eu construí. Não estou pedindo nada demais. Eu não estou pedindo nem pro Magno Malta gostar de mim, nem aceitar a homossexualidade. Eu só estou pedindo pra ele, e pro Édino Fonseca, deixarem a minha vida seguir em paz. Só. Não quero impor ao Magno Malta que ele aceite e respeite os homossexuais, não quero. Acho um direito dele ter nojo de homossexuais. Agora, ele deve ficar com isso pra ele. Ele não pode promover esse nojo. Ele pode achar que nós somos endemoniados... mas ele não pode, da tribuna do Senado, construir um palco de repressão a 10, 20 milhões de pessoas. O que mais me entristece nisso tudo é que tem muita gente amedrontada dentro do armário ainda por conta dessas coisas. Gente com medo de não fazer carreira, de perder o emprego, de ser perseguido, medo da família... e esses medos vão sendo construídos e consolidados; e não a liberdade.

Muitos dos seus projetos visam amparar os gays em diversos assuntos, não?
Sim, eu acho que o movimento social se esvaziou muito com o passar dos anos. Eu gosto da Parada Gay, acho importante, mas não pode ser a única coisa. Eu fui na primeira, de 1995, em Copacabana, mas acho que hoje em dia é muito mais festa que celebração de orgulho. O movimento social está fazendo muita falta nesse momento. Não há uma discussão forte sobre os 40 anos de Stonewall, por exemplo. Nos anos 80 e 90 nós tínhamos muito mais referências sobre esse passado. Se você perguntar a um gay de 20, 25 anos hoje sobre Stonewall, ele não sabe o que é.

Como mudar isso?
Mobilizando as pessoas para essas discussões. Se o movimento social não pressionar, não adianta. Nós só temos um excelente programa de AIDS no Brasil, um dos melhores do mundo, ou o melhor, porque nos anos 90 tivemos um movimento poderosíssimo de pressão organizada sobre o governo em relação à doença.


E o beijo na novela, acha importante? Há muitos gays que acham besteira...
Claro que eu acho importante, não é besteira nenhuma; eu adoraria ver um beijo gay na novela. Eu queria que meu sobrinho visse na TV que é uma coisa possível. Seria ótimo que as pessoas pudessem compreender que é normal um homem beijar um homem e uma mulher beijar uma mulher. Sai novela, entra novela e a gente fica com essa expectativa. Muitos autores até queriam os beijos, mas não saíram, não foram ao ar por pressão da sociedade... e não há movimento social para discutir a importância desse símbolo, que é o beijo, para que ele possa acontecer. Se não tem beijo na novela, eu não posso beijar o meu namorado num casamento ou ficar de mãos dadas num bar, porque não se compreendeu no imaginário da sociedade que isso é normal. Aí continuamos reproduzindo o gueto. Beijar dentro de boate gay pode. Mas eu não quero isso, quero poder beijar em qualquer lugar.

Falando em beijos, na época de um beijaço promovido por entidades gays e lésbicas contra a expulsão de um casal de meninas que se beijou numa pizzaria do Largo do Machado, aqui no Rio, no meio dos 50 manifestantes que lá estavam e na frente do Carlos Minc, uma mulher começou a gritar que estava certa a expulsão, que gays eram nojentos e etc. Como você argumenta com uma pessoa assim?
Com gente descontrolada eu não argumento. Eu deixo ela gritar, berrar, eu não vou perder meu tempo. Eu vou gastar meu tempo construindo consensos com quem está aberto à construção de consensos. Mas falar com quem acha que tem a verdade absoluta... deixa essa pessoa descobrir a vida. Agora, acho também que a gente mesmo não facilita muito a discussão de consensos, não. Ou é do jeito que a gente quer ou não tem conversa. A construção de um consenso sobre a criminalização da homofobia é um caminho que ninguém está tratando. Eu comprei o DVD de "Malu Mulher", de 1979, 1980 e assisti tudo. É impressionante como ali as liberdades individuais estavam muito mais avançadas do que hoje. Havia na televisão, por exemplo, o personagem da Ângela Leal apaixonado pelo da Regina Duarte e falando que estava apaixonada. Acho que tivemos uma interrupção desses avanços. A AIDS com certeza foi uma pedra que a gente teve para poder avançar mais. E quando volta pra essa construção dos avanços, a gente volta sem querer construir consenso. E muitos desses gays são muito preconceituosos. Por exemplo, eu não me sinto ofendido se qualquer pessoa me cantar; se um velho de 75 anos gordo me cantar. Eu não retribuo a cantada porque ele não me traz perspectivas de sedução. Mas eu acho que é um direito dele me cantar, é um direito dele achar que eu tenho alguma coisa a oferecer pra ele. E no meio gay isso não é tão verdade. É como se fosse uma ofensa um velho cantar um jovem. Nós tínhamos um espaço aqui no Rio, a boate Gaivotas, que era muito plural, onde todos conviviam. Esses espaços hoje estão cada vez menores. Olha a quantidade de preconceito que se tem contra o travesti no meio gay, é algo enorme! E você quer preconceito maior do que a bobagem "ativo/passivo"? Eu falo isso no meu livro. Quando a minha mãe conseguiu entender a minha orientação, ela tinha uma outra preocupação: ela queria saber se eu era ativo ou passivo. Na cabeça dela, se eu fosse ativo, era menos grave. Nunca ela teve a resposta. E não é raro quando eu conto que saí com alguém, a primeira pergunta que fazem é "você deu ou comeu?" Como se isso fizesse alguma diferença e como se isso fosse uma questão necessária na relação entre dois homens. É uma obsessão completamente desnecessária, mas as pessoas querem saber!  E eu digo isso dentro da comunidade gay: as pessoas querem construir personagens que não existem entre dois homens. Não existe o personagem "mulher" e não vai existir. O fato de dar ou comer não significa que você teve o papel da mulher ou do homem numa relação onde a mulher não existe. Então, no dia-a-dia da comunidade gay, nós estamos cheios de preconceitos sendo construídos. Se, entre a gente, esses consensos não foram resolvidos, como é que eu vou conseguir convencer o Magno Malta?

  





LEIA OS COMENTÁRIOS

28/7/2008 19:53:20 - robson camilo (robsoncamilo@oi.com.br)
me orgulho de pessoas assim existirem no mundo. entrevista direta, clara, objetiva, honestíssima. viva marcelo. parabéns.
22/7/2008 16:19:25 - Mário Scheffer (mscheffer@uol.com.br)
Ótima entrevista, sem meias palavras. Wilde já dizia que “viver é coisa rara, a maioria das pessoas apenas existe.” Marcelo Garcia, intenso e extraordinário, é pessoa rara.
18/7/2008 14:57:19 - Rodrigo (rs-alencastre@uol.com.br)
Nunca li uma entrevista tão sóbria, objetiva e esperançosa como essa!!! É de pessoas assim que precisamos para nos representar no Congresso!!! Esse é o caminho do nosso futuro, gente que sabe conversar, sabe argumentar... é incrível! Estou ecstasiado com as palavras deste homem! Meus parabéns pela entrevista!! Realmente incrível!
17/7/2008 11:44:38 - claudio (cadooms@ig.com.br)
Adorei a entrevista de Marcelo Garcia. Sabe se expressar, tem objetivos que irão facilitar e muito para a comunidade gls e para a sociedade. Concordo quando diz que os gays são preconceitosos. Fica difícil mudar uma sociedades quando nós próprios (gays) nos rotulamos e não chegamos num concenso. Está na hora de mudarmos isso.
17/7/2008 11:28:13 - Toni Reis (tonidavid@avalon.sul.com.br)
Marcelo Garcia você é um a maor. Parabéns por abrir seu coração. É fundamental termos referências como você. te admiro muito Toni Reis
17/7/2008 00:25:14 - Ariobar Lima Pontes (ariobar@uol.com.br)
Um raro exemplo de lucidez, precisamos de mais pessoas assim.
16/7/2008 20:49:52 - Julian Rodrigues (jv-rodrigues@uol.com.br)
Excelente! parabéns ao Marcelo e ao Mix!!
16/7/2008 14:43:42 - Bério Goiana (ro-goiana@bol.com.br)
Há vida inteligente no universo gay...parabéns pela entrevista (o Mix estava defendo, uma assim)...ah! o seu livro é ótimo, todos são se encontrar nele, recomendo.
16/7/2008 00:43:40 - Charles Flitsseman (charlesflit@uol.com.br)
Parabens pela entrevista, é raro encontrar ocupantes de cargos públicos que se posicionem com tanta objetividade, clareza e honestidade. É muito interessante sua proposta de criar consensos, aliás necessários não só em relação a questão gay, mas também em relação ao preconceito contra pobres, negros e outros. Também gostei muito do seu livro e recomendo à todos.
15/7/2008 19:06:47 - André (dirli@click21.com.br)
O senhor Marcelo Garcia nos orgulha. Concordo com muita coisa dita por ele, principalmente este conflito entre ser passivo ou ativo. Eu já fui para a cama com um cara com a certeza de que seria o passivo, mas, na hora, surgiu um desejo muito forte de penetrá-lo e acabei sendo o ativo. Nosso desejo tem que estar livres de amarras. O momento é que deve decidir as coisas.Também concordo com a questão sobre os preconceitos. Ele é muito grande também contra as pessoas negras e gays mais velhos. As pessoas se esquecem que nos apaixonamos é por pessoas. É um absurdo ficarmos presos a um padrão, pois acabamos por limitar demais os diversos tipos de experiências ricas e prazerosas que podemos vir a ter.
15/7/2008 18:45:39 - André (dirli@click21.com.br)
Quanta lucidez...


                                



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