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  Cultura GLS: PANORAMA
Amores Dissecados
31/5/2007
Peça sobre relações afetivas estréia nos Satyros em SP










E viva os Satyros. Mais uma peça amigável estréia no espaço do grupo, na Praça Roosevelt, em SP, confirmando a tendência do local em abrigar espetáculos que abordam a temática gls, em maior ou menor grau. "Amores Dissecados" é uma criação coletiva da Cia. Teatro Insano, e estreou em 2005 na região do ABC paulista. Agora chega a SP. O diretor Marcos Lemes conta que a idéia surgiu quando ele propôs ao grupo um trabalho que investigasse o tema amor. "Pensávamos em contar uma única história e quando demos conta já tínhamos mais de 40 histórias, personagens, situações. Uma babel sobre o amor", lembra ele.

Assim foi criada uma espécie de coleção de diversas histórias afetivas, amarradas numa "galeria do amor". E claro que nessa galeria não podiam faltar exemplares gays e lésbicos. "Nossa idéia é falar de amor e não cabia restringir apenas ao amor hétero", diz Marcos. "Falamos também de amores gays, amores etéreos, amores sobre coisas... Foi naturalmente que o amor gay e lésbico apareceu. Ele é. Então como algo que é, ele está. Não precisamos forçar nenhuma situação".

São 21 histórias encenadas num ambiente intimista, com os 5 atores presentes em cena o tempo todo. No universo apresentado, rola de tudo: paixão primária, doentia, amor cotidiano, loucuras passionais, misturando racional e emocional. E nesse processo não se fez diferença entre os chamados "amor hétero" e "amor gay".

O diretor conta que os atores foram generosos, se entregando às discussões que surgiam e sem apresentar rejeição às personagens que foram sendo criadas. "Nunca pensei se a cena era gay ou hétero. Sempre pensei o que acontecia com aqueles personagens, o que estava se passando com eles, as suas dores, seus medos, vontades. Essa delicadeza e essa fortaleza que o amor exige de nós. Isso sempre foi o meu foco na direção".

"A única pergunta que usávamos para selecionar as cenas era 'o amor existe sinceramente?'. E naquelas cenas lésbicas e gays ele existia e era sincero. Rolou", diz a atriz Kéroly Gritti. O ator Alberto Cataldi acrescenta: "Falamos de amor, reconhecendo que, embora amar seja igual independente da preferência sexual, as cobranças e situações do relacionamento muitas vezes são diferentes. Falar só de amor entre héteros não é falar de todo o amor". O ator Valmir Júnior completa: "Antes de qualquer coisa, o amor homossexual é amor".

Formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, o diretor Marcos Lemes já participou de montagens onde trabalhou com figuras como Antônio Araújo - um dos criadores do Teatro da Vertigem -, Luiz Alberto de Abreu e Cacá Carvalho. Sobre como o público vai receber o espetáculo, ele afirma: "Acreditamos que todos amam. Cada um do seu jeito. Esperamos que esse assunto volte aos círculos de conversa, aos lençóis desarrumados no fim da noite. Que as pessoas falem do seu amor para o seu amor".

O ator Valmir Júnior encerra: "As relações mudam, obviamente, porque teremos dois homens ou duas mulheres, mas não há diferença, o amor é o mesmo. Complexo como si só, ardendo, não importa em quem".

Amores Dissecados
de 2 de junho a 29 de julho
sábados 21h / domingos 20h30
Espaço 2 dos Satyros - Praça Roosevelt, 124
www.teatroinsano.com 

 





LEIA OS COMENTÁRIOS

31/5/2007 23:50:21 - david (davidjanuzzi@hotmail.com)
AGORA SE NAUM VOR TE VER VOU LEVAR PORRADA NEH ??MENINOS MUITO SUCESSO, TUDO DE MARAVILHOSO PRA VCS NESTA TEMPORADA , MARCOS GOSTE DE VER!! VC É INCRIVEL, ME SUUPREENDE SEMPRE,.... SUPER BEIJO JÚ... DEFINITIVAMENTE.... EU TE AMO... MUITO.. PRA SEMPRE..


                                



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