
The Quiet |
24/8/2006 |
Foto: Divulgação![]() |
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Jamie Babbit já demonstrou talento especial e predileção para roteiros que envolvam o universo lésbico desde que dirigiu “Nunca Fui Santa” (“But I´m A Cheerleader”), filme de 2000 que traz como protagonista uma suposta líder de torcida lésbica que é enviada a um acampamento de homo-reabilitação por seus pais.
Agora, o novo longa de Babbit traz pouco do humor escrachado e inteligente de seu filme anterior, ainda que também possua uma cheerleader nos papéis principais. “The Quiet”, segunda produção de Babbit, é um drama obscuro e psicológico, daqueles que fazem você sair mudo do cinema após os créditos.
O filme, que estreou há pouco nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de estréia por aqui, conta a história de Dot (interpretada por Camilla Belle), uma garota orfã surda e muda que vai viver com seus padrinhos e a filha adolescente deles, Nina (Elisha Cuthbert), uma líder de torcida absurdamente cruel e malévola.
Com o passar do filme, acabamos descobrindo o que leva Nina a ser tão má. Seu pai, aparentemente simpático e doce, abusa da garota, enquanto sua mãe finge que nada acontece e se dopa com um sem-número de comprimidos. A partir da mudança de Dot, a relação entre as garotas se fortifica e toma novos rumos até o desfecho.
O filme aborda e metaforiza bem a questão da impossibilidade de falar e escutar através de diferentes aspectos e personagens, transformando a questão dos segredos familiares em truques hipócritas para esconder crimes e atos de violência dentro do lar.
“The Quiet” foi bastante elogiado pela crítica especializada dos Estados Unidos tanto por seu roteiro perturbador quanto pela arte do filme, refletida em usos inusitados de luz e enquadramentos tensos e íntimos. Enquanto o filme de Babbit não chega no Brasil, vale conferir o trailer aqui.