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  Cultura GLS: MEU NOME É IDA
Bananas, Hebe e Parada
29/5/2008
Ida Feldman e Alex Cepile levam o super DJ Larry Tee para uma conversinha íntima no banheiro
Por Ida Feldman e Alex Cepile


O DJ americano Larry Tee está hospedado na casa da Lalai, a promoter das festas Crew, Infinita, Rebel e Rock and all. Foi ela que o trouxe no natal de 2006, para um DJ set super animado no Glória e agora na festa Crew, que rolou no último sábado, 24.

Eu, Ida Feldman e meu amigo Alex Cepile fomos entrevistá-lo no banheiro da casa da Lalai... E Larry nos recebeu com seu irriquieto bom humor e sarcasmo.

if/ac: Quantas vezes você já veio ao Brasil?
lt: 8 vezes. Comecei vindo aqui há cerca de 10 anos, quando trouxe um outro DJ.

if/ac: E o que você faz por aqui geralmente?
lt: Gosto de fazer compras de roupas no "A mulher do Padre", porque as roupas do Brasil eu não encontro em lugar nenhum e porque não quero vestir a mesma roupa que todo mundo veste em NY, como Prada. No AMP tem muita roupa de rock e eu sou um "rock star". E em casa eu sou muito ocupado, faço ginástica, vou pro estúdio, vou nas minhas reuniões dos Alcólicos Anônimos...Aqui estou de férias... Posso passear todos os dias na Oscar Freire.

if/ac: Você já visitou nossos melhores pontos turísticos que é a Marginal Tietê e o metrô na hora do rush?
lt: Não. Não acredito no trânsito e por isso nem tenho carro.

if/ac: Você já fez outras entrevistas no banheiro?
lt: Sim, na verdade muitas vezes. Nos clubes eu vou pro banheiro por causa da luz e porque não tem barulho.

if/ac: O que você faz no banheiro?
lt: Coco, xixi e tomo banho. Faço de tudo. Bato punheta, mas não no da Lalai, mas até é uma boa idéia pra mais tarde...

if/ac: Quanto tempo geralmente você fica no banheiro?
lt: Não tomo muito banho, porque a água daqui é diferente da água de Nova York e minha pele descama e os meus cílios caem...

if/ac: O que você achou da Parada Gay?
lt: Achei assustadora e nada gay. Um monte de hétero tomando vinho barato, farreando e contrastando com as bichas bombadas em cima dos carros alegóricos numa situação bizarra. Por outro lado, eu estava aqui em São Paulo, na maior Gay Parade do mundo e não podia deixar de ir, né? Mas o bacana foi que a primeira música que eu ouvi, quando cheguei na parada era a minha própria música, a Licky, que tem tudo a ver com o Brasil pela sonoridade funk. E aí vi que estavam jogando umas bandanas desse trio e fui lá pegar para ter uma recordação desse momento. Mas nada de cair uma pra mim. Desencanei e foi aí, que do nada, caiu uma no meu pé. Foi aquela história de desencanar pras coisas acontecerem.

if/ac: Antes de ser DJ no que mais você trabalhou?
lt: Ah, eu fui um striper... risos. Não, eu trabalhei como garçon e depois numa loja de revelação de fotos, mas no geral tive muita sorte e trabalhei com música.

if/ac: Você quer adotar a Lalai?
lt: Claro, ela já foi adotada. Ela é esperta, trabalhadora, ambiciosa e eu gosto de imaginá-la como a Regina "The Disco Queen", um club antigo do Rio de Janeiro dos anos 70 com seu neon no alto dos morros cariocas.

if/ac: Você comeu alguma coisa diferente aqui no Brasil?
lt: Sim, ontem comemos comida nordestina. Baião de dois e paçoca.

if/ac: Você viu Silvio Santos no domingo?
lt: Não vi não, mas assisti a Hebe Camargo na segunda-feira e vi a Gianni Timberline (Gianni Albertoni) que é incrivelmente linda.

if/ac: Você sempre abre seu set com Carmina Burana, do Carl Orff?
lt: Só em lugares grandes, porque em lugares pequenos não causa tanto impacto, já que a música tem esse frênesi forte.

if/ac: Você conhece CSS, Tetine, Bond do Rolê?
lt: Sim, um dos caras do Fisherspooner me disse que o CSS abriu um show ou DJ set com a minha música. Wow! E eu gosto de Edu K, Gui Boratto e Tati Quebra Barraco.

if/ac: Você comeu banana?
lt: Comi um doce de banana no restaurante nordestino.

if/ac: Como é o seu processo de criação e composição no seu estúdio? Você literalmente põe a mão na massa ou você é mais um produtor musical?
lt: Eu sou mais uma pessoa de idéias. Por exemplo, ouvi esses dias a expressão "get your grind on" e fiquei pensando em como essa expressão se traduziria em música. Eu trabalho com engenheiros que passam para a máquina o que tenho em mente.

Agradecimentos: Vitor, Fabilipo e Igor.

 





VEJA NO ÁLBUM




LEIA OS COMENTÁRIOS

15/7/2008 00:37:32 - Vitor (vgpavao@hotmail.com)
arrasou nos agradecimentos!
3/7/2008 20:32:09 - Wil (mogg_5@hotmail.com)
O Larry, realmente não é interessante.
29/5/2008 23:31:05 - roseven (roseven@gmail.com)
fofíssimo!


                                



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