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  Identidade: NEGÓCIOS
Vôo 45
21/9/2006
American Airlines quase muda rota de vôo por censura a casal gay
Foto: Divulgação


Na última segunda-feira, 18/09, a revista The New Yorker publicou uma matéria que pode manchar a boa reputação da American Airlines junto ao público gay. O artigo relata o caso do vôo 45 da empresa, quando o comandante ameaçou desviar a rota após um casal gay reclamar que estava sendo discriminado pela tripulação da companhia aérea.

Segundo a matéria, publicada na sessão “Talk of The Town”, o jornalista de TV George Tsikhiseli e seu namorado de 4 meses, o escritor Stephan Varnier, foram abordados por uma comissário que pediu que eles parassem com os “toques e beijos” no vôo que ia do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, para o JFK, em Nova York, no dia 22 de agosto passado.

O casal afirmou que não estava fazendo nada inapropriado – apenas beijos na bochecha e cabeça nos ombros. A história foi confirmada por outro casal sentado atrás dos dois e mais duas pessoas ao lado deles. Quando os rapazes pediram para falar com a chefe das comissárias (que, segundo a aeromoça, havia mandado a ordem), a responsável declarou que não sabia da história e concordou que o comportamento de ambos não era inapropriado.

Mais tarde, a mesma chefe retornou e disse que outros passageiros estavam se queixando sobre os gestos afetivos dos dois. Quando o casal perguntou quem estava incomodado, a chefe do comissariado foi incisiva, pedindo que os dois parassem ou, caso contrário, a aeronave seria desviada de sua rota.

Uma hora depois, a chefe solicitou que Tsikhiseli conversasse com o comandante na cabine de comando e o mesmo repetiu a ameaça de mudar a rota do avião caso o casal não parasse de “discutir” com a tripulação, segundo a The New Yorker.

Mais tarde, um porta-voz da American Airlines defendeu o comportamento da tripulação e afirmou que as reclamações ao casal não tinha nada a ver com o fato de serem gays. “Nosso entendimento é que o nível de afeição foi muito maior que apenas um beijo no rosto”, declarou o porta-voz à revista.

Agora Tsikhiseli e seu namorado pretendem entrar com processo contra a companhia aérea que, na última análise da ONG de direitos gays Human Rights Campaign Foundation, foi eleita uma das empresas mais friendly do mercado, reconhecida por manter uma política anti-discriminatória em suas diretrizes trabalhistas, oferecer benefícios a parceiros do mesmo sexo e investir em publicidade e filantropia gay. 

 





LEIA OS COMENTÁRIOS

22/9/2006 15:25:59 - Rafael (rfellet@terra.com.br)
Realmente ninguem é obrigado a presenciar cenas de sexo explicito em pleno vôo. Mas o relado dos dois casais mostra que isso não aconteceu. Temos direito sim de expor nossos sentimentos e carinhos em qualquer lugar, logico que com moderação. Por isso é necessario o treinamento dos funcionarios para o atendimento do publico GLBTS, que é um segmento de mercado que consome com frequencia os produtos turisticos.
22/9/2006 10:06:39 - pedro (pedrobacanapr@hotmail.com)
se todos nos gays fizessemos fazer valer nosso direito como casal acima descrito, com certeza muita coisa iria mudar,mas ainda nos discriminamos uns ao outros vitimados pela cultura machista /latina, com rótulos chulos como passivo, efeminado e etc... mas vale a informação e além de que pagamos todos os impostos a nação
21/9/2006 18:04:05 - Rogério (rdm39@bol.com.br)
É por achar que os heteros tem o direito de se indignar com nossas demonstrações de carinho que os gays continuam sendo oprimidos. se fosse um casal hetero trepando no avião, ninguém falava nada. Os direitos são iguais ou não ?
21/9/2006 17:19:42 - Mauricio (azul.marinho@hotmail.com )
A verdade é que tem muito casal gay que exagera nas carícias e beijos em locais públicos. Muitos que adotam este comportamento se acham modernos e destemidos. No entanto, falta é bom censo desses casais, sejam gays ou heteros. Ninguem tem a obrigação de suportar, principalmente dentro de um recinto fechado cenas de carícias explícitas.


                                



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