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  Identidade: NEGÓCIOS
Kink Video
5/2/2007
Produtora pornô gay S&M cria polêmica em San Francisco ao ocupar prédio histórico
Foto: Reprodução


Logo da produtora
Foto: Reprodução


Cena de filme da Kink Video

A cidade norte-americana de San Francisco é conhecida por seu comportamento liberal e sua aura sexual democrática e inclusiva. Mesmo assim, a Kink Video, produtora pornô gay especializada em S&M, conseguiu criar uma polêmica e tanto na cidade.

Tudo porque a companhia comprou recentemente um prédio histórico na região que, um dia, pertenceu à Guarda Nacional do país. A mudança de endereço da Kink foi o estopim de uma acalorada discussão sobre decência em uma cidade conhecida por sua permissividade em relação ao sexo e à sexualidades.

A Kink, que distribui na rede filmes de seu acervo como “Hogtied” e “Men In Pain”, comprou o edifício no famoso bairro de Mission pela impressionante quantia de 14,5 milhões de dólares, alegando que a arquitetura do local seria perfeita como pano de fundo para filmes fetichistas.

“O porão em particular possui um quê de assustador, como uma masmorra, o que seria muito apropriado para nossas produções”, afirmou Peter Acworth, fundador da Kink, à imprensa americana. Peter, inclusive, revelou que já tem uma sequência leather programada para ser gravada no prédio ainda esta semana.

Mesmo tendo negociado na surdina até que a venda fosse efetuada, Acworth já começa a sentir a represália de seus vizinhos por suas intenções cinematográficas dentro da construção. Apesar do bairro ser liberado para gravações através do zoneamento municipal, diversos residentes e líderes civis estão protestando contra as gravações de pessoas sendo amarradas, golpeadas e presas à aparatos sadomasoquistas em uma região freqüentada pela classe trabalhadora de San Francisco.

“Mesmo tentando não ser puritano, o fato de que a Kink ficará próxima a diversas escolas nos faz parar para pensar”, declarou o prefeito da cidade Gavin Newson que, no momento, passa por uma crise de escândalo sexual desde que assumiu que manteve um affair com a mulher de seu chefe de campanha.

Newson planeja para as próximas semanas uma audição pública onde a Kink possa revelar seus planos para o local. De qualquer forma, pela legislação da cidade, há muito pouco que as autoridades possam fazer para impedir as gravações da produtora, que possui cerca de 70 funcionários, no polêmico edifício.

Toda a polêmica gerou tamanha controvérsia que a história foi parar no YouTube em um vídeo onde o conselho do bairro e alguns vizinhos do local revelam suas opiniões sobre o prédio e as filmagens da Kink ali. Para assistir ao vídeo, clique aqui. Vale esperar e ver no que todo o burburinho vai dar. Por enquanto, conheça mais sobre os filmes da Kink no site oficial da produtora aqui.

 




                                



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