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  Identidade: PSI
Ativo X Passivo
31/1/2007
Psicólogo especialista em homoerotismo diz que é preciso testar todos papéis sexuais antes de optar


Andrei Weber é psicólogo é trabalha em pesquisas ligadas ao homoerotismo. Baseado em Porto Alegre, Andrei escreveu este artigo sobre a dicotomia das posições sexuais, o famoso Ativo e Passivo. Leia o artigo e se quiser comentar use o link "Comente" no fim desta página.

É usual ao entrar em uma sala de chat gay na Internet ou ao ler descrições de perfis em sites de encontro encontrar expressões como ativo, passivo ou versátil. Ou até mesmo desdobramentos como ativo versátil ou passivo versátil. Cada vez mais essas nomenclaturas vem sendo utilizadas no mundo gay para expressar preferências sexuais, porém junto com elas acabam surgindo vários mitos acerca do que é se definir como um ou outro, ou não se definir em absoluto. Assim, esta matéria pretende discutir essas concepções, desmistificando muitas idéias errôneas a esse respeito.

Já ouvimos várias vezes dizer que sexo é da cabeça. E realmente em parte ele é, pois é importante termos fantasias associadas ao ato sexual para aumentar sua intensidade e excitação. Entretanto, ao ouvirmos dizer isso, muitas vezes descartamos a importância do aspecto fisiológico do sexo. Hoje em dia, conforme vários tabus sexuais vão sendo quebrados, é mais fácil falar de sexualidade sem medo ou hesitação. Assim, seja a partir de relatos clínicos ou de comentários de profissionais que trabalham com sexualidade e terapia sexual, estamos muito mais embasados para discutir o homoerotismo e as práticas sexuais a ele vinculadas sem pré-conceitos ou estereótipos.

Por muito tempo a sexualidade foi discutida em seus fins biológicos de reprodução e pouca ênfase foi dada ao prazer relacionado à ela. Assim, o prazer foi genitalizado, ligado exclusivamente aos genitais. Hoje essa concepção não mais se sustenta; e sem o embaraço de outras épocas, as pessoas e profissionais, terapeutas que trabalham com a sexualidade, começam a explorar formas de intensificar o prazer sexual. Tanto que nunca tantos homens e mulheres estiveram tão dispostos a explorar a sua sexualidade e todas as possibilidades de prazer que o seu corpo pode oferecer, quebrando estereótipos e falsas crenças.

Muitas destas falsas crenças dizem respeito ao prazer do homem e às zonas erógenas associadas ao seu prazer. Algumas pessoas ainda tem a falsa concepção de que o prazer anal no homem é psicológico. Hoje sabemos que isto não é verdade. Fantasias sempre estimulam o prazer sexual, porém a região anal no homem é uma região extremamente erógena, e pelo ânus é possível tocar a próstata. Quando a próstata é estimulada nos homens ela provoca uma sensação de prazer e bem-estar. Só que para esta estimulação poder ocorrer, é necessário que o esfíncter anal esteja relaxado. É por este motivo que muitas pessoas dizem sentir dor com a penetração, por não estarem relaxadas e tensionarem os músculos do ânus. A dor decorre unicamente daí.

A prática do "fio-terra", comum em muitos casais heterossexuais, estimula justamente a próstata, massageando-a. Qualquer pressão realizada no períneo, entre o ânus e o escroto, também serve de estimulação indireta à próstata. A próstata no homem tem sido chamada por alguns terapeutas sexuais como o "ponto g masculino" devido ao prazer clinicamente comprovado que produz.

Portanto, qualquer homem, seja hetero ou homo, pode sentir prazer pela estimulação contínua da próstata. É um prazer fisiológico, não é necessário estar excitado sexualmente para senti-lo. Entretanto, muitos relatos clínicos dizem que a estimulação da próstata junto com a estimulação do pênis tende a intensificar o prazer sexual do homem.

Assim, voltando à nossa discussão, qualquer homem pode ser tanto ativo quanto passivo. De fato, todos os homens são potencialmente versáteis, pois podem sentir prazer sendo ativos ou passivos. É claro que muitos podem ficar mais nervosos e acabar tensionando os músculos anais, porém todos sentem prazer pela estimulação da próstata. Muitos podem ter bloqueios emocionais ou idéias negativas vinculadas ao prazer anal, porém independente dos bloqueios, o prazer está lá e pode ser explorado. Na clínica, muitos homens dizem não conseguir ser passivos com os seus parceiros reclamando da dor, porém depois de orientados relatam que não estavam conseguindo porque não estavam relaxando o esfíncter anal. A dor era decorrida da tensão do esfíncter, porém depois de relaxarem conseguem desfrutar do prazer.

Portanto, este prazer no homem é fisiológico. Se ele existe em todos os homens, tanto heterossexuais como homossexuais, então significa que não existem ativos e passivos? Existem sim. A questão é que ser ativo ou passivo é uma escolha que não necessariamente anula o prazer que pode ser obtido com qualquer outra prática sexual. Seja ativo ou passivo, é possível sentir prazer de todas as formas. Porém homens que se descrevem como ativos ou passivos escolheram fazer o que mais lhes proporciona prazer na cama. Muitos que fazem esta escolha foram versáteis durante um bom tempo antes, se conhecendo e explorando ambas as possibilidades até optarem pelo que mais gostam: dar ou comer, ser passivo ou ativo.

Esta situação descrita acima é a ideal: que o homem desfrute do seu prazer e se conheça antes de optar por ser ativo, passivo ou versátil. O que acontece algumas vezes é que não é feita uma escolha consciente, alguns homens por não conseguirem se assumir acabam não se experimentando e assumindo uma posição defensivamente. Só mais tarde na sua vida vão conseguir explorar suas possibilidades. É por isso que existem muitos casos de homens que foram só ativos durante um bom período de sua vida e depois, quando se sentiram mais à vontade, decidem ser só passivos. Ou homens que começam passivos e descobrem que curtem mais ser ativos. À primeira vista parece incoerente, porém só agora sentiram-se mais tranqüilos para se explorar. E ao se explorar descobriram o que preferem. Não existe outra forma de descobrir preferências a não ser experimentando. Tudo pode dar prazer na cama e todas as possibilidades são prazerosas, cabe à pessoa descobrir quais as suas preferências. Tudo é uma questão de preferência no sexo. As fantasias sexuais estimulam o prazer e a excitação, sejam de dominar ou ser dominado. Fantasias podem independer de preferência, por isso posso ser ativo e fantasiar numa situação onde esteja sendo passivo. Isso em nada afeta a minha preferência em ser ativo na cama, é uma fantasia. Assim, um cara ativo é ativo não porque não sinta prazer em dar, ele é ativo porque gosta mais de comer. A mesma coisa com um cara passivo, ele é passivo porque gosta mais de dar. Qualquer um dos dois pode sentir prazer em ambas as situações, porém escolheram fazer só o que mais gostam, o que mais os estimula enquanto fantasia e sensação.

Os casos mais comuns são homens que fizeram as duas coisas durante um tempo, buscando explorar sua sexualidade com curiosidade, e depois optam pelo que mais curtem. O momento inicial de contato sexual é confuso e ansiogênico para alguns homens, é comum alguns começarem sua vida sexual no papel que não é o da sua preferência, eventualmente conforme vão se experimentando assumem suas reais preferências.


Mas nem todos decidem optar pelo que mais curtem, assim alguns permanecem versáteis, explorando suas possibilidades sem se fixar num papel específico. Ou talvez assumindo o que mais curtem, mas não exclusivamente. É o caso dos ativos versáteis ou passivos versáteis.


Portanto, vamos colocar da seguinte maneira: ativos e passivos são os que escolhem, optam pelo que mais gostam. Versáteis deixam as suas possibilidades sempre abertas, sem se fixar num único papel. Entretanto, todos tem as mesmas possibilidades de prazer, bem como de escolha. Agora cabe a você descobrir as suas preferências na cama!

  





LEIA OS COMENTÁRIOS

15/9/2008 22:26:09 - junior (luki@bol.com)
Fui ativo e depois fui passivo. É muito difícil decidir porque ambos dão prazer, mas tenho em mim os sentimentos de homem, ou seja, tenho o ego elevado, me sinto o bonzão as vezes, enfim, o q todos os homens têm interiormente. E isso independe de ser passivou ou ativo. A sociedade julga os passivos terrivelmente, talvez a razão de existir tanta discrição em caras que "dão" e que ninguém imagina. Mas é uma boa temática, mostrando os pontos erógenos do homem. Só senti falta de um pedacinho de conselho para quem sofre o conflito de estar em meio a tudo isso, pois quase tentei o suicídio em meio a tanto horror em minha mente. Hoje sou sexualmente afetado e não sei o que quero ainda, mas em princípio, estudar bastante a mente humana e quem sabe arrumar a cura para mim... Abraços!!!
10/9/2008 23:22:23 - Roberto (Beto@hotmail.com)
O texto é bem escrito mas me parece que é inconcluso até mesmo para o que intencionava o autor. Isso não é de se surpreender, porque penso que a temática é de fato um tanto quanto complexa e absolutamnete sem regras. Me parece ao longo de experiências que a sexualidade humana é um terreno que comprrende aspectos psiquicos e sociais e no que se refere a sexualidade homosexual essas dimensões se ampliam pela própria condição que a mesma se coloca ainda no imaginário de todos nós. Penso que não pode-se descartar aspectos totalmente inconscientes relacionados ao desejo que direcionem o prazer sexual para a passividade ou atividade, afinal, encontra-se mesmo em casias heterossexuais mulheres com posição mais ativa e homens mais passivos. Nesse caso, confirma-se que o tema nada tem a ver com identidade sexual, mas com algo que conscientemente não damos conta e por isso não se chega a algo conclusivo sobre as posições ativo/passivo. No mais me questiono especificamente quanto ao homosexual ativo: o mesmo faz essa escolha por questões de prazer ou por preconceito a passividade?? Digo isso por encontrarmos com muito mais facilidade sujeitos que se dizem passivos e aqueles que se dizem ativos em bem pouco tempo se entregarem ao prazer anal. O que diria para nós uma boa experiência no divã acerca de nossas escolhas inconscientes??
22/7/2008 17:26:30 - ricardo. (aramis34@bol.com.br)
cada um deve fazer o que dá prazer.é ruim ser passivo?para o meio gay é péssimo.vc estará sempre associado à afeminado,afetado,dominado,qua qua,sem atitude,ou seja,aquele cara que sempre é o comandado,enquanto o ativo à masculinidade,ao macho,ao dominador,o bofe da relação.quando vc já foi a e p ou so quer ser ativo ou só passivo é preciso saber que tanto faz porque ser homem nao está associado a dar ou comer.ser homem tem haver com espírito.lá dentro de vc perceberá se vc se sente um cara ou um garota.tanto faz.o imporatante é encontrar um outro cara que goste de vc do jeito que é e pronto,além de se satisfazer assim e ambos serem felizes.
28/8/2007 01:19:00 - JoãoM. (jj@ig.com.br)
Quando tinha meus dezessete, dezoito anos, eu curtia ser passivo, mas era tudo rápido, porém gostoso e diferente. Nunca tinha experimentado um estímulo prolongado.Não sabia o que era ser passivo em sua totalidade. O tempo passou e fiquei durante muito tempo sendo mais ativo, porque passei a sentir dor quando era penetrado, não sabia relaxar e meus parceiros também não entendiam como fazer para me deixar relaxado. Eu tentava ser passivo, mas sempre pedia para parar...Eu tinha o desejo, mas tinha medode sentir dor... Hoje tenho 35 anos ...e há cerca de um ano, experimentei um prazer que jamais pensei que existisse de fato. Era um moreno lindo, com um penis enorme...Pensei que não fosse conseguir, mas relaxei de verdade e ele me levou às alturas...Foi bom demais...Ele era experiente e sabia fazer um homem sentir prazer. Depois dessa transa conheci mais dois caras...Relaxei tanto... e percebi que quanto mais tempo eu ficasse relaxado e sentindo a penetração, melhor era o resultado...Nossa ...eles me fizeram realizado...Cheguei a gozar só com a penetração e sem meu penis ser tocado... Então, amigo, se você tem tesão para ser passivo, experimente muito relaxado, corte o medo e procure alguém que você curta de verdade, que saiba mesmo como fazer, começando bem devagarinho, com muito carinho; abra o jogo com ele...pratique...porque o prazer é indescritível. Hoje, eu me considero versátil, mas adoro ser comido. E não vejo a hora de fazer isso de novo :)
31/5/2007 02:14:56 - Sandro (rrla@oi.com.br)
Antigamente era passivo, com meu ex único cara, até descobrir como era bom ser ATIVO pra nunca mais ser passivo na minha vida ou pelo menos ñ pretendo mais na miha vida, se bem que qunado vejo um cara que to paquerando tenho logo o sinal fisiológico dizendo aquele vai rolar algo muito bom.
31/5/2007 02:11:44 - Eliandro (lindinho_ssa@hotmail.com)
Na verdade ainda não me decidi ainda tenho que ver isso realmente,mas ñ consigo ser passivo por causa da dor .
6/2/2007 11:01:24 - Estevan (guapors@hotmail.com)
Sinto aqui também a necessidade de manifestar-me em defesa do autor no que se refere ao comentário escrito acima por João Sá. Apesar da prolixidade rebuscada em seu texto, seu comentário é infundado e contraditório. Infundado porque o autor deixou claro, já no primeiro parágrafo do texto, a possibilidade da não definição em absoluto, e nos da a entender, no decorrer do texto, que tudo depende de nossa escolha, a partir da experimentação. Escolha esta que não está necessariamente desvinculada do prazer psicológico, pelo contrário, acredito que apenas através destes dois filtros poderemos concluir que uma ou outra opção nos proporcione mais prazer e excitação, ou concluir que a versatilidade, ou versatilidade parcial seja a melhor prática, não sendo assim essa escolha, de forma alguma, uma “regra de conduta” a ser seguida como tenta afirmar. Contraditório quando diz: “Melhor seria que deixasse claro não haver a menor necessidade de tal escolha, mas sim a aceitação do que se é, ...”. Ao afirmar que cada um deve se aceitar como se é, você se contradiz por compreender-se como algo já definido, apenas precisando ser aceito, idéia essa, que fique claro, não defendo. Primeiramente te aconselho a reler o texto e perceber que esta necessidade que tanto afirma em seu comentário de uma definição em absoluto não existe, já que entre uma postura unicamente ativa e uma postura unicamente passiva existe um leque gigantesco de possibilidades a serem exploradas. Perceba também que o texto não está referindo-se à identidade sexual, muito menos à identidade de gênero, aborda exclusivamente o prazer fisiológico nos homens, independente destas identidades.
6/2/2007 11:00:56 - Estevan (guapors@hotmail.com)
O autor exprime de uma forma simples e inteligível o que, certamente, todos os homens corroboram no que tange o prazer fisiológico inerente ao sexo. Já na adolescência os homens reconhecem o períneo como uma zona erógena, recorrendo muitas vezes ao seu estímulo para atingir um maior prazer na prática da masturbação. Obviamente as fantasias sempre estão presentes, mas um estímulo não exclui o outro, ao contrário, intensifica o prazer. Ao referir-se exclusivamente ao prazer fisiológico, o texto desmistifica algumas idéias, recorrentes em nosso imaginário social, idéias estas que são incapazes de conceber o prazer fisiológico desvinculado do prazer psicológico, e desta forma acabam criando impressões falaciosas a esse respeito. Não existe, portanto, uma obrigatoriedade em escolher uma postura ou outra, mas sim a possibilidade desta escolha a partir da experimentação, sem o peso de impressões equivocadas que poluem o senso comum.
5/2/2007 14:00:12 - estevan (guapors@hotmail.com)
Sinto aqui também a necessidade de manifestar-me em defesa do autor no que se refere ao comentário escrito acima por João Sá. Apesar da prolixidade rebuscada em seu texto, seu comentário é infundado e contraditório. Infundado porque o autor deixou claro, já no primeiro parágrafo do texto, a possibilidade da não definição em absoluto, e nos da a entender, no decorrer do texto, que tudo depende de nossa escolha, a partir da experimentação. Escolha esta que não está necessariamente desvinculada do prazer psicológico, pelo contrário, acredito que apenas através destes dois filtros poderemos concluir que uma ou outra opção nos proporcione mais prazer e excitação, ou concluir que a versatilidade, ou versatilidade parcial seja a melhor prática, não sendo assim essa escolha, de forma alguma, uma “regra de conduta” a ser seguida como tenta afirmar. Contraditório quando diz: “Melhor seria que deixasse claro não haver a menor necessidade de tal escolha, mas sim a aceitação do que se é, ...”. Ao afirmar que cada um deve se aceitar como se é, você se contradiz por compreender-se como algo já definido, apenas precisando ser aceito, idéia essa, que fique claro, não defendo. Primeiramente te aconselho a reler o texto e perceber que esta necessidade que tanto afirma em seu comentário de uma definição em absoluto não existe, já que entre uma postura unicamente ativa e uma postura unicamente passiva existe um leque gigantesco de possibilidades a serem exploradas. Perceba também que o texto não está referindo-se à identidade sexual, muito menos à identidade de gênero, aborda exclusivamente o prazer fisiológico nos homens, independente destas identidades
5/2/2007 13:58:10 - Estevan (guapors@hotmail.com)
O autor exprime de uma forma simples e inteligível o que, certamente, todos os homens corroboram no que tange o prazer fisiológico inerente ao sexo. Já na adolescência os homens reconhecem o períneo como uma zona erógena, recorrendo muitas vezes ao seu estímulo para atingir um maior prazer na prática da masturbação. Obviamente as fantasias sempre estão presentes, mas um estímulo não exclui o outro, ao contrário, intensifica o prazer. Ao referir-se exclusivamente ao prazer fisiológico, o texto desmistifica algumas idéias recorrentes em nosso imaginário social, idéias estas que são incapazes de conceber o prazer fisiológico desvinculado do prazer psicológico, e desta forma acabam criando impressões falaciosas a esse respeito. Não existe, portanto, uma obrigatoriedade em escolher uma postura ou outra, mas sim a possibilidade desta escolha a partir da experimentação, sem o peso de impressões equivocadas que poluem o senso comum.
2/2/2007 14:22:36 - Vitor Figueira (vitorsfigueira@hotmail.com)
Todos os caras que conheço que hoje se dizem ativos durante um bom tempo fizeram as duas coisas. De alguma forma existe quase que uma imposição de que devemos fazer as duas coisas, só porque é possível prazer de ambas as formas. Algumas pessoas encaram como rigidez se você só quer fazer uma. Quando conheci meu namorado ele propôs fazermos só uma. De início achei que era rígido pois estava com esta idéia de que TODOS TEM QUE FAZER TUDO, porém conforme comecei a só comer ele meu tesão e minha excitação aumentaram demais. Tanto que percebi que estava fazendo as duas coisas muito mais porque todos faziam do que por que eu gostava de fazer os dois. Sempre preferi comer, meu tesão sempre esteve aí, hoje assumo que só gosto de ser ativo. Apesar de não negar que existe prazer em ambas as posições, acho importante descobrir onde está o tesão.
2/2/2007 14:16:39 - Roger (rogerfsantos@gmail.com)
Assim como vários héteros tem a fantasia de serem passivos, ver qual é, porém tem dificuldade de admitir, um cara ativo também pode ter a fantasia de ver qual a sensação de se colocar no papel de passivo. Isso em nada implica na preferência dele de ser ativo. Podem fazer por um tempo por curiosidade para ver que tipo de excitação é possível ali.
1/2/2007 18:55:24 - Vanessa (nessynha15@hotmail.com)
Essa foi uma das melhores matérias que eu já li do uol...pq não é só os gays mais qualquer homem sente prazer com o fio terra, eu sou hetero mas percebo com meus namorados que a prostata é um ponto que eles curtem. essa matéria foi show!!adorei...concerteza meu namorado vai le tambem.
1/2/2007 18:12:21 - João Sá (optimmista@hotmail.com)
O artigo passa a impressão inicial de que seu autor crê na necessidade de definição de papéis entre dois humanos do mesmo sexo. No fim meio que hesita sobre sua posição inicial e admite que esta definição não obrigatoriamente deve ocorrer. Acho equivocado explorar o tema dessa forma. Induz à presunção da definição sexual. Melhor seria que deixasse claro não haver a menor necessidade de tal escolha, mas sim a aceitação do que se é, do que se pode permitir a si próprio e a não negação à ninguém do direito de desfrutar, como queira, de sua sexualidade. Da forma que se expressa, o autor lembra mais uma postura positivista crônica de ordenar tudo em caixinhas, como se seres humanos e suas complexas expressões, sensações e necessidades devessem ser classificados como em verbetes de uma enciclopédia. Menos, por favor. Seres humanos podem viver indefinidos por toda a sua vida quanto a sua sexualidade - e isto não será problema se houver consciência de que esta é a sua opção; quando não há, com certeza, devem procurar especialistas capazes de lhes orientar os melhores caminhos de busca interna às suas respostas. Por fim, me parece que o autor quis dizer isso, mas a tônica maior dada ao binômio experimentação-definição incorre no erro de fazer da definição uma quase obrigatoriedade aos homossexuais.
1/2/2007 17:36:50 - Ricardo (r54c2@yahoo.com)
Massa a matéria! Muito bem dito!
1/2/2007 16:39:14 - Roberto (gatociomais@hotmail.com)
Legal esta matéria, massa mesmo. Sei que no fundo todos os gays sabem que tudo o que está escrito nela é verdadeiro, hehehehehe. Sou passivo, mas fui ativo no início durante quase um ano. Conheço muitos amigos meus que são só ativos hoje e no início foram passivos. Vai da preferência de cada um, é importante ir se conhecendo e ver o que mais mexe com o tesão!
1/2/2007 16:32:40 - Alexandre (alexandremarques367@hotmail.com)
Finalmente uma matéria que está falando a verdade em relação a toda esta história de ativo ou passivo. Sou ativo, mas comecei sendo passivo porque tinha medos e receios. Tinha prazer, mas era biológico. Hoje sou somente ativo e descobri onde o meu tesão está! Numa bundinha bem gostosa! PArabéns pela matéria, fazia tempo que não havia algo de tamanha qualidade no mundo gay! Concordo com tudo que o psicógo disse!
31/1/2007 23:15:21 - Simon (mdslisboa@gmail.com)
O QUE FAZEMOS OU DEIXAMOS DE FAZER NA CAMA NÃO NOS DEFINE. QUANTOS HETEROS(?) QUE SE DEIXAM LEVAR PELO O MOMENTO E NO OUTRO DIA QUEREM MATAR QUEM OS DEU PRAZER NA SENSAÇÃO DO MOMENTO. O IMPORTANTE É SER FELIZ SEM NEURAS...
31/1/2007 23:12:59 - Luiz Adriano (luadri@terra.com.br)
Não demorei muito a definir meu papael na cama. Mas, conforme o artigo disse, comecei achando que era ativo. Porém, até hoje, só consegui comer um homem. Não gostei desta experiência, pois me era inadmissível possuir o meu macho, mas aconteceu. Então, descobri que eu era passivo e fiquei feliz ao chegar a esta conclusão, porque foi resultado de uma prática e não te uma teoria minha. Vou confessar uma coisa - quando estou transando, chego a lamentar possuir um pênis. Lembro dele mais na hora de gozar. Sinto-me tão feminino quando transo com outro cara que chego a duvidar que alguém consegue ter prazer e se realizar sendo apenas ativo. Não gosto de ser ativo. Um homem ficar de quatro na minha frente não aceito, acaba tirando toda a minha excitação. Outra coisa, embora não seja ativo, quando vejo a bunda legal de um homem dá vontade de possuí-la, mas apenas na fantasia. Na cama nem pensar. Ser versátil também não passa pela minha cabeça. Gostei do tema e estou louco para ler outras opiniões.


                                



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