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  Identidade: PSI
Acabou ou não?
7/5/2008
Fantasmas nas vidas dos ciumentos, os ex amores de seus namorados podem ser uma ameaça
Por Hélio Filho


O ciúme continua em pauta. Depois de termos falado sobre esse sentimento com relação ao ex, desdobramos o assunto e decidimos falar sobre ciúmes do ex do seu atual namorado. Aquela pessoa que já dividiu momentos especiais com seu amado em algum lugar do passado dele. Pensar que os dois já viveram coisas maravilhosas juntos pode ser um combustível para inflamar ainda mais o ciúme.

Como já discutimos, esse sentimento está relacionado à possessividade. No caso do complicado relacionamento com o ex de seu atual namorado, ela fica ainda maior porque se trata de algo presente, vocês ainda estão juntos e, por isso, ele é mais seu do que se fosse apenas um ex. O que fazer? Relevar uma amizade confiando que quando uma paixão acaba ela não tem volta ou tentar cortar todo e qualquer tipo de relação entre o ex e ele?

“Se o ex dele chega para conversar, eu trato bem, mas se meu namorado prolongar a conversa, aí emburro e o tempo fecha”, conta Leonardo, de 22 anos, que diz não discutir com o ex em questão, mas admite já ter brigado aos gritos com um namorado por causa de um ex-amor. Ele assume que é muito possessivo e ciumento, que não faz questão de controlar isso e que, muitas vezes, não deixa nem os próprios amigos chegarem perto de seu namorado. Toda essa impulsividade é controlada por um senso próprio de responsabilidade das partes envolvidas. Ele tem noção que, se o ex muitas vezes abusa da liberdade, “é porque meu namorado está abrindo caminho para isso”.

Mais agitação ainda tem a seara de sentimentos de Vanessa, 27 anos, escorpiana de sangue quente e assumidamente possessiva. Ela diz já ter tido grandes discussões por causa de ex-namoradas cheias de más intenções, daquelas que gostam mesmo é de dar espetadinhas no namoro dos outros. “A primeira coisa que passa pela minha cabeça quando a ex dela chega é: será que essa menina não se enxerga?”. Depois disso, ela admite que sente uma insegurança, mas deixa as duas conversando tranqüilamente. “Se não deixar é muito pior, cria uma birra desnecessária”.

Classificando o ciúme como um sentimento irritante, ela usa de sua própria experiência como adepta de flashbacks amorosos para dizer que quando fica uma amizade depois do término do relacionamento, aí sim a situação fica mais complicada. “Quando as duas ficam super amigas dá mais medo, porque ninguém é de ferro, todos estamos sujeitos a recaídas”.

Já na casa dos 40 anos, Maurício* diz nunca ter sentido ciúme do namorado, muito menos do ex, e coloca à prova o sentimento. “Eu deveria sentir ciúme? É algo natural?”, questiona. Para ele, isso é apenas um distúrbio, um desequilíbrio, principalmente nesse caso, quando o relacionamento já acabou. Mas toda essa incredulidade acha uma brecha de sentimento quando ele admite que quando alguém termina com você, e não o contrário, uma ponta de paixão pode ficar dentro do peito, o que abala toda essa confiança em não ser ciumento com relação aos amores passados de seu namorado. “Mas se você termina, é porque acabou mesmo, não tem volta”, confia.

“O ciúme é o meio-termo entre o amor e o ódio”, Jean Commerson, pensador francês do século 19. 

 





LEIA OS COMENTÁRIOS

7/5/2008 21:03:39 - Ewinho (ewinho@gmail.com)
Eu tento ser amigo ou pelo menos respeitar todos os ex dos meus namorados! Ninguém melhor do que um ex para dividir alguns sentimentos que, no papel de namorado, só eu conheço. Porque só o ex foi namorado do meu atual! E... Se os dois voltarem... Paciência! Como já diria um Zé Ninguém, "ninguém é de ninguém".


                                



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