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5/6/2008
Rio de Janeiro ganha “Disque-solidão Gay” para resgatar o convívio entre homossexuais
Por Hélio Filho


A Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro lançou nesta quinta-feira, 5, uma idéia que pretende resgatar os bons momentos de convívio entre os homossexuais. Em um mundo onde as pessoas conversam e convivem pela internet, surge na contra-mão desse distanciamento pessoal o “Disque-solidão Gay”, um serviço telefônico onde você pode conversar, falar de seus problemas e, o melhor, contar com a orientação profissional de um sociólogo. A novidade já entrou no ar e funciona das 9 às 19 horas pelo número (21) 9923-4291. Caso o retorno seja positivo, o disque pode se tornar um espaço físico de convivência para homossexuais, de todas as idades, baterem papo e se encontrarem, enfim, conviverem.

O serviço foi idealizado por um grupo de gays cariocas que já passou da faixa dos 40 anos e se viu sem opções de lugares de convivência enquanto discutiam como é ser gay com mais de quatro décadas. Não estamos falando aqui de boates, onde a alta música eletrônica e a ditadura da beleza gay (corpo sarado, roupa da moda, rosto lindo) acaba inibindo ou não atraindo os mais velhos. “Sou de uma época onde a gente ia pra boate à sete da noite para conversar”, lembra o secretário de Assistência Social do Rio, Marcelo Garcia, um dos idealizadores da novidade. Ele cita, por exemplo, a extinta boate carioca Gaivota, onde “tinha lugar para conversar, jogar sinuca, não era só música eletrônica alta”.

Não é preciso gastar dinheiro para isso, você pode fazer a ligação a cobrar e de qualquer parte do Brasil. Também não é uma sala de bate-papo telefônico. Funciona assim: você se sente sozinho ou está com algum problema e quer conversar com alguém sobre isso; liga para o número e fala com um sociólogo preparado para te entender e te orientar. Se quiser e precisar, pode pedir uma visita domiciliar, feita por um (a) assistente social ou psicólogo (a). Essa visita abre campo para um acompanhamento em momentos onde a necessidade vai além de problemas de ordem emocional e chegue ao comprometimento da saúde. Em casos de soropositivos, por exemplo, fica mais fácil acompanhar pacientes quando se sabe quem são eles e quais problemas estão enfrentando.

Quem não tem mais de 40 anos também pode ligar para o disque. Inclusive esse é um dos objetivos da iniciativa, ajudar também homossexuais novinhos que enfrentem problemas como, por exemplo, a dificuldade em sair do armário para a família ou se aceitar como homossexual. Desse modo, o serviço se torna mais um canal de comunicação entre homossexuais, com o bucólico objetivo de reunir a comunidade GLBT em um clima ameno, longe de lugares escuros, música alta e atmosfera sexual. “Queremos que as pessoas voltem a viver umas com as outras”, sintetiza o secretário.

 





LEIA OS COMENTÁRIOS

21/9/2008 00:01:26 - Julf (lexputo@hotmail.com)
Adorei que so pode ficar depressivo entre 9 às 19 horas e ainda tem que ligar para celulcar. Seria comico se nao fosse tragico


                                



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