
Voto GLS |
14/5/2008 |
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Conhecido pela militância gay, o jornalista e bacharel em Direito Léo Mendes lançou na semana passada sua pré-candidatura à Câmara Municipal de Goiânia, Goiás. Ele já foi diretor de Jornalismo da Prefeitura de Goiânia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás e da Federação Interestadual dos Radialistas. Atualmente é secretário de comunicação da ABGLT e membro do Conselho Estadual de Saúde.
Léo foi um dos fundadores dos principais grupos de defesa dos homossexuais de Goiás e participa da organização das Paradas de Goiânia desde a primeira edição, em 1996. A candidatura dele deve ser oficializada depois da convenção do partido, em junho. A campanha tem início a partir de 5 de julho. Enquanto isso, batemos um papo com o rapaz para saber um pouco mais sobre essa relação entre política e homossexualidade e como os representantes do povo podem lutar por uma sociedade com menos preconceito e mais respeito. Confira:
Como construir uma cidade sem homofobia?
A partir da inclusão das minorias sociais nas políticas públicas - negros, índios, mulheres, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT) formam a maioria da população de uma cidade, mas são os cidadãos mais discriminados e excluídos das políticas públicas. Precisamos de uma legislação que coíba práticas de preconceito, promova a reparação social histórica e garanta políticas afirmativas para estes segmentos sociais. Além disso, é preciso garantir permanentemente uma política de mudança de cultura que abomine a prática do racismo, machismo e homofobia.
Qual a importância em se discutir na Câmara Municipal a questão da democracia sexual?
A Constituição Federal e a Lei Orgânica Municipal preconizam que todos são iguais perante a lei e que não pode haver discriminação sexual. O que se observa são práticas de sexismo e de preconceitos contra os LGBTT. Precisamos colocar nas leis elaboradas pela Câmara Municipal ações e proposições que garantam que todos os cidadãos e cidadãs tenham acesso à saúde, educação, trabalho, moradia, lazer, aposentadoria, renda, turismo e esporte sem distinção de sexo, orientação sexual ou identidades de gênero. Se lutamos por democracia no País, não podemos esquecer das democracias raciais, culturais e sexuais, além das políticas.
Qual o papel dos políticos, representantes do povo, na luta por uma sociedade mais tolerante?
Hoje temos vários políticos comprometidos com igrejas e empresas, e muito poucos com a sociedade laica, especialmente com as minorias sociais. Temos representantes de sindicatos, de associações de moradores, de indústrias, bancos, igrejas, mas pouquíssimos de movimentos sociais ligados às questões LGBTT, de mulheres e negros. O papel dos políticos é o de lutar contra toda forma de preconceito e acabar com a violência social.
Você tem medo de sofrer preconceito de seus possíveis adversários políticos? E da população?
Não tenho tempo para ter medo de nada. Os anos passam rápido demais para termos medo. Tenho a coragem dos que lutam para transformar o mundo para melhor. Preconceito eu sempre sofri na vida, por ser pobre, caipira do sertão de Goiás, por ser homossexual, mas sempre tive uma auto-estima alta diante das adversidades. Se tivesse medo de alguma coisa, nem entraria para esta batalha que é a disputa por projetos políticos na sociedade.
Como surgiu a idéia de sua candidatura? Ela é a representação de um grupo (GLBTT)?
Os grupos, ONGs e entidades sociais são suprapartidários. Mas as lideranças de ONGs e grupos são cidadãos e cidadãs. Recebi o pedido de várias lideranças do movimento LGBTT de Goiânia para me candidatar como vereador em 2008. Estou aguardando a convenção do partido em junho e a legislação permitir, em 5 de julho, o início da propaganda política.
Acredita que sua presença no cenário político pode chamar a atenção dos homossexuais para questões políticas?
Sim. Os LGBTT não conseguem visualizar um par seu nos espaços legislativos. A visibilidade de um homossexual no parlamento municipal faz muita diferença em uma cidade. Construir uma cidade sem homofobia, racismo e machismo é uma obrigação de quem tem compromisso com a causa LGBTT.
| 22/7/2008 00:55:14 | - | DAVID JARDIM (davidjardim@terra.com.br) |
| GOSTARIA DE SABER SE EXISTE LISTAS DE CANDDATOS DEFENSRES DOS DIREITOS GAYS, TEMOS QUE DIVULGAR QUEM SE PREOCUPA COM NOSSOS PROBLEMAS E DEFENDE NOSSOS DIREITOS MORO NA CIDADE DE SANTOS, SE POSSÍVEL ME MANDE e-MAIL COM RESPOSTA. | ||