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  Mundo X: SAÚDE
Luta contra a Aids
7/7/2006
Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de SP procura voluntários para vacina anti-HIV
Foto: Divulgação


A Unidade de Pesquisa de Vacinas anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo está selecionando 65 voluntários – 45 homens e 20 mulheres - para participar da nova fase de pesquisa de uma vacina anti-HIV.

O novo estudo é caracterizado como um estudo de Fase II e de prova de conceito de uma vacina experimental. No Brasil, o estudo está sendo desenvolvido em São Paulo, na Unidade de Pesquisa Anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids (CRT-DST/Aids), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e no Rio de Janeiro, no Praça Onze, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Gabriela Calazans, 35, educadora comunitária da Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, a Fase II da vacina vai avaliar a resposta imunológica, isto é, a produção de defesas que o produto provoca. Ainda há uma terceira fase, que vai avaliar a eficácia do produto, ou seja, se ele protege contra a infecção e a doença.

“Espera-se que com este estudo seja possível avaliar a habilidade deste conceito de desenvolvimento de uma vacina para prevenir a infecção pelo HIV ou manter uma baixa carga viral. Para que seja possível fazer esta avaliação serão comparados indivíduos que receberam a vacina em estudo com indivíduos que receberão um placebo. O placebo tem uma composição semelhante à da vacina, mas não contém os genes do HIV, de forma que não pode evocar a imunidade contra o vírus”, explica Calazans.

Um dos fatores que dificulta o recrutamento de voluntários em pesquisas de vacinas anti-HIV é o receio que eles têm de contrair o vírus da Aids. Mas, segundo a educadora, esse risco está completamente descartado. “A vacina em estudo não utiliza em sua composição o vírus HIV, nem vivo, nem morto ou atenuado, assim a vacina não pode causar infecção pelo HIV ou Aids”, salienta.

Em estudos anteriores, nas fases pré-clínicas e no estudo de Fase I, a vacina se mostrou segura em animais e em seres humanos. “Os dezenove voluntários acompanhados aqui na Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-Hiv do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids já estão conosco há mais de um ano, receberam todas as doses de vacina e estão todos bem. Serão acompanhados por mais 4 anos”, diz Calazans.

Da Fase II podem participar pessoas saudáveis, HIV negativas, que vivam em São Paulo ou na região da Grande São Paulo e que tenham de 18 a 45 anos. O objetivo é avaliar a segurança da vacina. “Queremos saber se o uso deste produto não causa efeitos colaterais distintos dos efeitos esperados pela aplicação de uma vacina já em uso”, explica a educadora. “Usualmente, espera-se que a aplicação de uma vacina possa causar dor e vermelhidão no local de aplicação da injeção, febre baixa e algum mal-estar, efeitos que desaparecem em um ou dois dias.”

Além de testar a segurança da vacina, na Fase II os pesquisadores buscarão indicações de que o produto protege contra a infecção pelo HIV. “Como ainda não sabemos se a vacina em estudo impede a infecção pelo HIV, encorajamos nossos voluntários a praticarem sexo seguro e os provemos de recursos como preservativos e gel lubrificante para que possam o fazer”, ressalta Calazans.

O estudo de Fase II terá duração aproximada de quatro anos e meio. Para participar da seleção ou obter mais informações sobre o estudo acesse www.crt.saude.sp.gov.br/vacinas   

 




                                



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