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  Mundo X: @WORK
Muitos e poucos
2/6/2008
Segunda Parada do Orgulho Hétero passa despercebida na Avenida Paulista
Foto: Irving Alves


O organizador Cristiano Vicente segura faixa e coordena apitaço

Nem a garoa nem o frio de 13 graus que tomavam conta da Avenida Paulista na tarde deste domingo, 1º, foram suficientes para demover a idéia de realizar a 2ª Parada do Orgulho Heterossexual. Munidos de apitos e faixa que trazia o lema "Muitos são, poucos se orgulham", o pequeno grupo organizado pelo estudante Cristiano Vicente, 21 anos, tinha como principal intuito fazer valer o princípio de liberdade de expressão, pegando carona na Parada do Orgulho Gay realizada em 25 de maio e que reuniu cerca de 3 milhões de participantes.

As cerca de 30 pessoas, em boa parte amigos e familiares dos organizadores, só se fazia notar quando algum casal hétero passava diante deles. Quando isso acontecia, os participantes da Parada hétero apitavam e aplaudiam, como se casais formados por homem e mulher fosse algo raro de ser visto pelas ruas. Nos demais momentos, eles podiam perfeitamente passar como qualquer grupo de jovens universitários que encontram-se na Paulista para beber, jogar conversa fora e fazer um certo esforço para ser notado por quem passa.

Como não poderia deixar de ser, a Parada hétero é alvo de muitas críticas, já que há quem exergue nela um caráter homofóbico e extremista. À essas opiniões, Cristiano Vicente responde: "Nós não somos contra os gays. Eles têm todo o direito de sentir orgulho do que são. O que nós queremos é fazer o mesmo, exprimir nosso orgulho pelo o que somos." Hoje, a comunidade "Parada do Orgulho Hétero" reúne no Orkut mais de mil pessoas. Já a comunidade paralela "Parada Hétero 2008: Eu vou" tem pouco mais de 300 participantes.

Tais números fizeram com que Cristiano Vicente e sua trupe esperassem que mais pessoas comparecessem à reunião. Claro que o mau tempo foi considerado o principal culpado pelo número pequeno de participantes. Além disso, Cristiano chama atenção para o fato de boa parte dos integrantes das comunidades morar fora de São Paulo.

Confrontado com o fato de que uma das razões para o sucesso da Parada Gay ser pressionar para garantir direitos ainda negados à comunidade, o organizador demonstra que enxerga o óbvio: "Sabemos que a vida de um hétero é muito mais fácil que a de um gay. Por isso mesmo, não estamos aqui para reivindicar nada. Queremos apenas fazer as pessoas entenderem que ser hétero também é motivo de orgulho." Quanto ao futuro da Parada Hétero, o próprio organizador recusa-se a fazer qualquer previsão: "Estamos aqui este ano, mas não dá para saber se a Parada continuará acontecendo", afirma.

 





LEIA OS COMENTÁRIOS

4/6/2008 13:49:56 - Donatela (donatela@gmail.com)
Nossa, Vergonha Hetero, isso sim. Fiquei com vergonha de ser hetero vendo esse povo triste aí. O dia em que algum hetero sofrer algum preconceito na sociedade aí sim podem pensar em fazer uma parada.
4/6/2008 06:51:37 - joão paulo (jpsomeone2@hotmail.com)
Com certeza uma espécie de afronta disfarçada à nossa parada e um desejo incontrolável de aparecer de algumas pessoas.
3/6/2008 17:46:01 - Pabllo (p.rasec8@uo.com.br)
Ah, deixa prá lá... O negócio é não comentar a respeito, pois o que eles querem são seus minutinhos de fama. Abraço à todos!!!!
3/6/2008 13:53:55 - Leo (milatrix@hotmail.com)
Bom tb achei meio sem efeito esta tal parada... mas o que eles queriam eles conseguiram embora apenas 30 pessoas na av paulista, mas eles conseguiram o que queriam, varias pessoas lendo e comentando sobre isso... isso nao é uma forma de divukgação.. fizeram ate uma reportagem sobre isso.. quer melhor que a internet pra divulgar e fazer conhecer o assunto pelas pessoas... Mas enfim se eles se sentem bem fazendo isso pra que proibir ou julgar.. afinal nos gays nao deveriamos julgar nada pq ja somos muito julgados..
3/6/2008 12:56:34 - Claudia Cuba (claudiacuba@terra.com.br)
Não entendi até agora. O que será que estariam reivindicando? Seria recalque da nossa parada? Ou seriam um bando de inrustidos?? seria talvez uma auto afirmação? Quem é que pode saber, acho que nem mesmo eles sabem o que estavam fazendo lá!!! Ao invés da parada deviam fundar algo tipo (IA) infelizes anonimos.....
3/6/2008 12:12:24 - Camilão (mimixlao@hotmail.com)
Nada a ver né ? Queremos apenas espaço,direitos e respeito... Eles tem que se orgulhar...mas tem que se esforçar muito....Porque achei u "ó" !!!!
3/6/2008 11:22:30 - CLAUDIO FREIRE (cool.br@uol.com.br)
AGORA ENTENDI PQ FUI ALMOÇAR NO MASP DOMINGO E VI UM MONDE DE FEIOS SEM GRAÇA GRITANDO.........ATÉ COMENTEI COM UMA AMIGA QUE DEVERIAM PARAR DE GRITAR PQ JÁ ERAM FEIOS DEMAIS PARA ISSO
3/6/2008 01:23:09 - Luis (ll.ferreira@ig.com.br)
meu de boa... achei muito ridiculo tudo isso...hehehe... sou hetero e tenhu amigos gays... nem tenho o que falar para o garoto acima.
3/6/2008 00:42:43 - kkk (katia@hotmail.com)
Muito Mágoa de caboclo .... ams até que é divertido ver um bando de heteros , tomando chuva e passando frio ... deixe que eles sejam felizes e tenham orgulho de ser quem são , afinal isso é super válido ! Mas é claro , que nunca saberão oq é o preconceito, a homofobia, e as vezes a violencia ... p/ mim ... são mais um grupo de jovens , querendo atenção que não receberam dos pais ... ams em toda via ... eu apoio a ideia de um "parada hetero" ... que não para nada , e só soma a diversidade que é a região da paulista.
2/6/2008 23:57:51 - DADO (billborg_21@yahoo.com.br)
Bom, eu acho essa história de "Parada Hétero" um jeito que esse cara encontrou de expor de uma maneira mascarada, a homofobia. Me diga, PARA QUE UMA PARADA HÉTEROSEXUAL? ELES PRECISAM LUTAR POR ALGUM DIREITO OU IGUALDADE?!? Não! Ah. Por Favor... né?
2/6/2008 23:12:28 - joao (jbatista0803@gmail.com)
huoooooo
2/6/2008 18:37:04 - roberto andrade (b.lufan@ibest.com.br)
Acredito que a parada hetero não inova em nada.Como bem disse a reportagem, passou despercebida em plena av. paulista. Aparenta mesmo uma "afronta" a Parada Gay, que apesar de tudo tem entre outros motivos, a meu ver, de dar evidência ao movimento de pessoas que são discriminadas por toda a sociedade.


                                



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