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  Pride: GAY PRIDE
Gays e o 11 de setembro
11/9/2006
Histórias de gays que morreram no acidente ainda chocam, entristecem e pesam
Foto: Divulgação


Ground Zero, local onde antes estavam as Torres Gêmeas
Foto: Divulgação


Mychal Judge
Foto: Divulgação


Mark Bingham
Foto: Divulgação


David Charlebois

Cinco anos depois e o mundo parece finalmente digerir o indigesto 11 de setembro de 2001, dia em que alguns dos maiores símbolos da cultura norte-americana foram atacados e destruídos aos olhos incrédulos de milhões de telespectadores no mundo.

Longe de esquecer, diversos aspectos e abordagens sobre o maior atentado terrorista da modernidade não param de ser produzidos, divulgados e exibidos no mundo da cultura e do entretenimento. Uma série de filmes, documentários, livros e expressões artísticas que relembram os fatos chega ao grande público somente agora.

É o caso do belíssimo livro “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”, de Jonathan Safron Foer (Editora Rocco) ou do político “Plano de Ataque” do autor carioca Ivan Sant'Anna. No cinema, os ataques ainda são os temas centrais de filmes como “Vôo United 93” que estreou recentemente nos cinemas brasileiros ou do aguardado “As Torres Gêmeas”, de Oliver Stone,  que chega por aqui em 29 de setembro próximo.

De todas as produções audiovisuais, a que mais se aproxima de nós é, com certeza, “WTC View”, ficção baseada em peça de teatro que conta a história do atentado através da ótica de um jovem fotógrafo gay. No filme, dirigido por Brian Sloan, Eric procura um roomate para dividir apartamento e reconhece nos candidatos o desespero e a desorientação que dominaram os nova-iorquinos nos dias seguintes à tragédia.

Mas e os gays que realmente perderam suas vidas durante os ataques? Ainda que pouco divulgadas, as histórias fatais de vítimas gays e lésbicas durante os atentados são muitas e merecem, como qualquer outra, nosso luto, atenção e pesar.

. Padre Mychal Judge
Dentre os gays assumidos que morreram no World Trade Center estava o capelão do New York Fire Department, o padre Mychal Judge. O religioso de 68 anos morreu enquanto cuidava de um bombeiro na parte térrea do prédio. O capacete de Judge foi dado de presente a Papa João Paulo II e já existe até um movimento para elevar o padre ao status de santo. Em junho de 2002, o presidente dos Estados Unidos assinou o Mychal Judge Act, garantindo dinheiro federal para os sobreviventes do 11/09, inclusive para parceiros do mesmo sexo.

. Mark Bingham
O passageiro gay de 31 anos do vôo 93 da United Airlines (que caiu na Pensilvânia) atrapalhou o plano original e terrorista dos sequestradores de seu vôo. Mark é um dos personagens de “Vôo United 93” e o dia 16 de setembro é, oficialmente, o Dia de Mark Bingham em San Francisco.

. Carol Flyzik
O vôo 11 da American Airlines, onde estava Carol Flyzik, de 40 anos, nunca chegou à Califórnia. Foi o primeiro dos dois aviões a atingir o World Trade Center. Flyzik, que era enfermeira e membro da Human Rights Campaign, deixou sua parceira de 13 anos, Nancy Walsh.

. David Charlebois
. David era o co-piloto do vôo 77 da American Airlines que acabou sendo destruído no Pentágono. Charlebois era membro da National Gay Pilots Association e deixou seu parceiro de mais de uma década, Tom Hay.

. Pamela J. Boyce
Pamela, de 43 anos, foi uma das muitas funcionárias das Torres Gêmeas declaradas mortas oficialmente. Boyce, residente do Brooklyn, trabalhava no 92o. andar da Torre Um como assistente da vice-presidência da New York Office of Carr Futures. Pamela permanece viva na memória de sua noiva, Catherine Anello.   

. Jeffrey Collman
Abertamente gay, o comissário de bordo Jeffrey Collman perdeu a vida quando seu avião atingiu o World Trade Center. Collman deixou seu parceiro de 11 anos, Keith Bradkowski.

. Ronald, Dan & David
O casal Ronald Gamboa, 33 anos, e Dan Bradhorst, de 42, voltava para casa em Los Angeles de Boston no vôo 175 da United Airlines. A viagem foi interrompida quando o avião se chocou contra a segunda torre do WTC. Os dois viajavam com seu filho adotado de 3 anos, David. Ronald e Dan eram membros-fundadores do Pop Luck Club, uma organização para gays interessados em adoção.

 




                                



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