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Ação |
24/4/2007 |
![]() Rodrigo Canuto, coordenador executivo do projeto |
![]() Cristiane Simões, advogada do CRDH GLBTT-A |
Está em funcionamento desde 15 de dezembro de 2006 o CRDH (Centro de Referência em Direitos Humanos) GLBTT-A (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Aliados) do Rio de Janeiro. Executado pelo Movimento D’ELLAS, instituição coordenada por Yone Lindgren, o objetivo é servir como uma ferramenta na promoção do fim das desigualdades sociais.
O centro possui em seu quadro um psicólogo, um advogado e uma assistente social, além de ouvidores treinados para o atendimento. As decisões são discutidas em equipe, de forma a otimizar o acolhimento dos assistidos e o encaminhamento de denúncias. O CRDH está pronto para fornecer orientação geral sobre direitos e deveres do cidadão e sobre a legislação que assegura esses direitos a população GLBTT, bem como os direitos fundamentais da pessoa humana aos demais segmentos vulneráveis da sociedade, encaminhando para os serviços específicos. A população GLBTT recebe um atendimento especializado, de modo a desenvolver ações de promoção da cidadania, combate ao preconceito e à violência homofóbica.
O CRDH GLBTTA possui uma série de parceiros: órgãos federais como a Secretaria Especial de Direitos Humanos, os Ministérios da Cultura, da Educação e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação; órgãos estaduais como a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, o Ministério Público; além de representantes da sociedade civil como a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), o Movimento D’ELLAS, a ABL (Articulação Brasileira de Lésbicas) e o Instituto Brasileiro de Apoio às Associações Civis (IBASC).
O Mix conversou com o jornalista Rodrigo Canuto, coordenador-executivo do CRDH:
Quantas pessoas já foram atendidas pelo grupo?
Mais de 120 desde a inauguração.
Quais os casos mais graves/sérios e como foram encaminhados?
Os casos mais sérios sempre são os de agressão física. O primeiro passo é o atendimento psicológico e social para que a vítima saia do estresse pós-traumático e tome consciência de sua cidadania. A partir daí, ela recebe a orientação jurídica necessária para tomar as medidas cabíveis contra o agressor. Esse trabalho é feito sempre respeitando a privacidade e o sigilo do atendido.
A nova sede ficará na Rio Branco. Aonde exatamente e qual a previsão de mudança da Central do Brasil?
A partir de terça-feira 24 de abril, O CRDH passa a funcionar na Av. Rio Branco, nº 131, 16º andar.
São 3 serviços no mesmo local? (Disque-Defesa Homossexual, Cerconvidh e CRDH GLTTB-A)?
O Disque Defesa Homossexual é um serviço de tele-atendimento do Centro de Referência Contra a Violência e Discriminação ao Homossexual (CERCONVIDH). Já o CERCONVIDH é o centro de referência do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Desde sua implantação, passou por inúmeras dificuldades. Para tentar contorná-las, o Movimento D'ELLAS chegou a buscar um financiamento com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República no final de 2005. Infelizmente, a verba conseguida nunca foi repassada ao CERCONVIDH. Dessa forma, o Movimento D'ELLAS criou, com financiamento da SEDH, o CRDH GLTTB-A. Por idealismo e pela falta de políticas públicas do governo do estado do Rio de Janeiro para a população GLBT, nós, do CRDH, resolvemos dar suporte ao CERCONVIDH e não deixar seus assistidos sem atendimento especializado, dando continuidade ao trabalho.
Como está sendo feita a divulgação do CRDH GLTTB-A? Há presença em eventos, boates, locais de pegação etc?
O projeto do CRDH não cobre verba para divulgação, de forma que a SEDH ficaria responsável pela produção de material publicitário. Infelizmente, essa demanda ainda não foi suprida.
O CRDH GLTTB-A dá apoio também a outras minorias discriminadas, como negros, judeus e mulheres?
Sem sombra de dúvida. A discriminação é um mal que deve ser extirpado da sociedade. Dessa forma, qualquer um que se sinta discriminado pode receber o apoio do Centro de Referência. Foi por isso que colocamos o "A" de Aliados na sigla do centro.
O trabalho é todo voluntário ou cada membro da equipe recebe algum tipo de remuneração?
A equipe do CRDH é remunerada mensalmente com a verba do projeto, advinda da SEDH. Mas contamos com dois ouvidores voluntários que faziam parte da equipe do CERCONVIDH. Se mais alguém quiser se voluntariar, é só entrar em contato conosco.
Há algum tipo de trabalho ou acompanhamento que o CRDH GLTTB-A não possa fazer?
O CRDH não pode tomar decisões pelo assistido. Dessa forma, se depois de sofrer alguma discriminação e receber nosso apoio psico-social, o atendido resolver não tomar nenhum tipo de medida contra o agressor ou mesmo tentar pôr fim ao conflito de maneira pacífica, não podemos forçá-lo a nada.
Quais os dias, horários e telefones do CRDH GLTTB-A?
O CRDH trabalha de segunda à sexta de 10h às 18h. Para entrar em contato conosco, basta ligar para (21) 3399-1303 ou 3077-9119 ou enviar um e-mail para crdh_rj@yahoo.com.br