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  Pride: SEUS DIREITOS
Anormal?
31/1/2008
Advogado de transexual que perdeu guarda provisória de bebê pede afastamento de promotor


O advogado Rogério Vinícius dos Santos e o Centro de Referência em Direitos Humanos GLBT entraram com pedido de afastamento de Cláudio Santos de Moraes, promotor da Vara de Infância e Juventude de São José do Rio Preto, a 440km de São Paulo, do caso da transexual Roberta Góes Luiz e de seu companheiro, que lutam pela guarda do bebê Vítor, de 11 meses.

Segundo o advogado, o pedido de afastamento foi motivado após o promotor dar declarações homofóbicas durante um programa de televisão. O promotor teria dito: "ninguém escolhe pai e mãe, mas numa adoção isso é possível. A criança precisa de pais adotivos que tenham condições morais, sociais e psicológicas. E esse casal, por ser anormal, não tem condições sociais para adotar uma criança".

Depois que a mãe de Vítor passou a guarda do filho para Roberta, ela decidiu entrar com pedido judicial para ficar definitivamente com o menino. A Justiça de São José do Rio Preto autorizou a guarda provisória com base em laudo psicossocial comprovando que ela tinha condições de criar o menino. Entretanto, o Ministério Público da cidade decidiu que Vítor deveria sair da casa de Roberta e ser encaminhado para um abrigo até que a guarda definitiva fosse determinada.

Roberta e seu advogado vêem o afastamento do promotor como a única chance de conseguirem a guarda de Vítor definitvamente. Para a desembargadora Maria Berenice Dias, uma das fundadoras do Instituto Brasileiro de Família, o MP está completamente equivocado. "Sua função é a proteção de crianças e ele (MP) tem essa legitimidade quando uma criança está em situação de risco, que precisa estar comprovada - o que não foi o caso. Este é um ato de violência; uma atrocidade - jogaram a criança num abrigo, sem fundamento", conclui.   





LEIA OS COMENTÁRIOS

19/2/2008 23:10:00 - PIERRE (PIERR@HOTMAIL.COM.BR)
Quer vergonha para a instituição MP agir com tal rigidez sem nenhuma necessidade, para o “promotor” é melhor uma criança viver em um abrigo sem nenhuma perspectiva de vida do que viver com pessoas que para ele é “anorma”. Eu me pergunto: Qual é o conceito deste promotor de anormalidade? Será que normal é ter filhos em uma família estruturada como a dele cercada de tudo e com toda esta vida normal ver os mesmos morrerem devido as drogas.
1/2/2008 17:19:35 - Erica Martins (erica.garbo@gmail.com)
Finalmente o movimento se cansou com as tentativas do programa da aoresentadora mais burra do hemisfério Sul em tentar fazer da questão da transsexualidade uma questão de "circo dos horrores", com o seu apogeu dado na ocasião em que esse promotor medieval fez mais e mais declaraçlões homofóbicas nesse mesmo programa. Obs: a desembargadora Maria Berenice Dias representa uma esperança no Judiciário brasileiro...
1/2/2008 14:25:55 - Claudia (claudiawonder@uol.com.br)
Imaginem, anormal é aquele promotor homofóbico que no final do programa assumiu ter perdido dois filhos para a droga. Que tipo de educação ele deve ter dado aos filhos mortos? Muita repressão leva a destruição!


                                



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