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  Pride: INTOLERÂNCIA
Medieval
18/11/2008
Atletas e artistas engrossam campanha anti-gay na Ucrânia
Por Irving Alves


A cantora Oksamita, uma das "ameaçadas" por gays ucranianos
Uma espécie de cruzada anti-gay está atualmente em curso na Ucrânia. Representantes de entidades representativas de homossexuais alertam que diversas celebridades estão em campanha para promover o que chamam de "amor tradicional", referindo-se às relações heterossexuais.

O Fórum Gay Ucraniano já divulgou que "o número de movimentos anti-gay como o 'Amor contra Homossexualidade' estão em franca ascenção no país". Exemplo desta tendência é o depoimento de Oksamita, cantora pop conhecidinha por aquelas bandas. "Meu marido e eu somos pais felizes de nossa filha. A cada dia me convenço do fato que família é um milagre e uma grande valor. Quando alguém tenta transgredir essa felicidade, não posso me calar. Acho que a homossexualidade é uma ameaça à sociedade moderna, viola o bem estar do meu país", disse a cantora apoiando uma campanha do "Amor contra Homossexualidade", que surpreendentemente já reuniu centenas de assinaturas online.

Outro que soltou o verbo em declarações insensatas foi o jogador de futebol Dmitry Gordienko. O atleta chegou a afirmar que condena a realização de Paradas do Orgulho Gay por ser cristão. "A Bíblia diz diversas vezes que homossexualidade é pecado, perversão. Muitos atletas são extremamente contra a homossexualidade. Nunca conheci ninguém entre meus companheiros de esporte que aprovasse este estilo de vida. Não quero que meus filhos vivam num país onde a homossexualidade seja comum, por isso declaro meu apoio ao 'Amor contra Homossexualidade'", disparou o jogador.

E apesar de a Ucrânia vir pleiteando uma vaga na União Européia, que exige que países candidatos respeitem os direitos humanos, órgãos governamentais vêm dando respaldo aos movimentos anti-gays. Para o Comitê Parlamentar para Assuntos de Liberdade de Expressão, "o Estado precisa agir para acabar com a popularização da homossexualidade e outras perversões, que não correspondem aos princípios morais da sociedade".

O Comitê considera a existência de gays e lésbicas como "assunto de segurança nacional". 




                                



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