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Juiz de Fora pára tudo! |
28/8/2006 |
![]() As noivas de Juiz de Fora |
![]() Avenida tomada pela Parada |
![]() 1o. trio puxa o beijaço |
![]() Foto linda, não!? |
80 mil pessoas - segundo a Polícia Militar - lotaram as duas principais avenidas de Juiz de Fora, no sábado, durante a 4ª Parada do Orgulho GLBT da cidade, organizada pelo Movimento Gay de Minas (MGM) no final de semana do Miss Brasil Gay. A parada mineira começou em 2003, com dez mil pessoas e pequenos trios elétricos, e cresceu bastante nestes quatro anos, como o Mix vem acompanhando bem de perto. Assim como as outras paradas brasileiras, a de Juiz de Fora também não é mais apenas espaço para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. A população hétero é mais do que simpatizante e participa ativamente da grande festa popular. Os moradores lotaram janelas, sacadas e marquises para manifestar apoio.
Juiz de Fora seguiu os temas das paradas nacionais e defendeu a aprovação das leis que tornam a homofobia crime e também a da união civil. Um dos grandes basfonds foi a comissão de frente formada por lésbicas motoqueiras, que arrasaram nos modelãos pretos em busca de maior visibilidade. Foram quatro trios elétricos. O primeiro trazia o pessoal do MGM e era o mais politizado, com os inflamados discursos de abertura do casal 20 do MGM, Marco Trajano e Oswaldo Braga, que puxaram o beijaço coletivo. A cantora Josy de Oliveira cantou o Hino Nacional e levantou a multidão com "O que é, o que é", samba de Gonzaguinha. O povo acompanhou e máquinas de glitter explodiram no ar, enchendo a Avenida Rio Branco de metalizado prata. Uma imagem e tanto.
Se o primeiro trio era mais família, com a presença até da mãe de Oswaldo, a simpática dona Marlene, o segundo trio era da ferveção. Comandado pelo rei da parada, Michel Bruce, e com apoio da X-Demente, o trio tinha bar e muito agito. Amigos fizeram uma vaquinha – cada um deu R$ 10 para curtir a festa e encher o freezer de bebidinhas. E deu super certo. Tem coisas que só acontecem em Juiz de Fora: o terceiro trio era dos teens, e o último, um simpático trenzinho para portadores de deficiências e a turma da Terceira Idade local, animadíssima que ela só.
Só uma coisa foi chata: brigas de galeras do funk no meio da multidão, que levaram os organizadores a interromper o som e pedir paz por várias vezes durante o trajeto. Nada que estragasse a festa, com grande final na Praça Antônio Carlos, com baile popular.
:: Veja o que rolou no 30o. Miss Brasil Gay
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