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  Roteirão: TURISMO
No boca-a-boca
10/4/2008
Mix desvenda o peculiar comportamento noturno dos homossexuais cubanos


Dizem que as melhores ações de marketing são aquelas feitas à moda antiga, no velho estilo boca-a-boca. Os gays cubanos que o digam. As festas de Havana são sempre divulgadas pelo ultrapassado (mas eficiente) esquema, faltando poucos minutos para elas começarem. É o que nos conta A., um cubano que vive em São Paulo há pouco mais de 2 anos e que nõ quer ser identificado para evitar dramas com a imigração.

Sábado, dez da noite. Cubanos e turistas se reúnem em frente ao mais tradicional ponto de encontro de homossexuais a céu aberto de Havana, o Cine Yara. Por ali, gays locais e forasteiros aguardam, bebendo mojitos e conversando, o próximo passo a ser dado. E o próximo passo chega pelo celular dos 'promoters' cubanos, que logo espalham o local da festa gay daquela noite. Em pouco tempo, a região do Cine Yara esvazia e todos seguem para lá. O único problema é que essas festas são consideradas ilegais, e volta e meia a polícia chega acabando com tudo. Os organizadores nunca escapam de multas.

Segundo A., em Cuba não existem bares gays, mas sim lugares freqüentados por gays; quase todos enrustidos. Uma das figuras mais populares da cena cubana, Rogelio Conde, é também dono de um bar-restaurante chamado Casa de Las Estrellas, onde, aos finais de semana, acontecem shows de drags e transformistas. O lugar é freqüentado tanto por gays quanto por heterossexuais, e apesar de já ter sido fechada algumas vezes, a Casa de Las Estrellas sempre consegue reabrir e retornar com sua atividade normal.

A vida noturna gay em Cuba, especialmente na capital Havana, é muito controlada e com pouquíssimas opções. Há pouca liberdade e as pessoas raramente experessam suas preferências. Não há clubes gays, e os lugares que mais freqüentados são as sorveterias. As mais famosas, a Coppélia e a Binbon, localizadas bem próximas ao Cine Yara, concentram quase todos os gays da cidade, que não tomam sorvete, mas bebem cerveja e conhecem pessoas.

Há ainda, pela região, outros lugares a serem visitados, e o roteiro é bem simples e curto. Segue-se pela Calle 23, sentido avenida Malecón (a principal de Havana), até o final. Neste ponto, há grande presença da população gay, de turistas e de alguns michês. "A polícia, claro, também está presente, sempre atenta a qualquer movimento proibido", afirma A. Mãos dadas, beijos e abraços entre gays também não são tolerados.

  





LEIA OS COMENTÁRIOS

13/4/2008 20:11:01 - pedro (josuces@bol.com.br)
se o Marcelo Crivella ganhar as eleições aqui, ele vai querer fazer o rio ficar igualzinho


                                



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