01/10/2010 - 11h41
Por : Neto Lucon
Lei proíbe que PM que atirou na cabeça de travesti seja preso PM que atirou na cabeça de travesti continua trabalhando até terçaO policial militar que tentou matar uma travesti com um tiro na cabeça, na última quinta-feira, 28, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, não poderá ser preso até a próxima terça, 5. O motivo? A lei.
De acordo com a Polícia Militar, o artigo 236 do Código Eleitoral proíbe a prisão de eleitor nos cinco dias que antecedem às eleições até as 48 horas depois do seu encerramento.
Por enquanto, o policial continua cumprindo a escala administrativa dentro do batalhão onde atua. A PM informou, contudo, que tomará as medidas cabíveis ao caso. Mas só depois de passar as 48 horas previstas no Código Eleitoral.
O suspeito estava de folga quando cometeu o crime. A PM foi acionada por funcionários de um motel na região, relatando tentativa de homicídio. Os policias encontraram a travesti, de 29 anos, com vida, mesmo após um tiro na cabeça.
Ela foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde está internada em estado grave e deve passar por uma cirurgia para a retirada da bala.
Segundo a recepcionista do motel Delirius, o suspeito chegou de moto acompanhado da travesti. Minutos depois ele tentou deixar o local, mas foi impedido. Para se livrar, apontou uma arma para um dos funcionários, que abriu a porta e o liberou. O estabelecimento informou que as câmeras de segurança não estão funcionando.
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