10/10/2011 - 19h06

Por : Redação

Mais uma Parada
Rio fecha o calendário de grandes Paradas. Umbanda e 'CedsClub' foram os destaques. Veja

Na 16ª edição da Parada mais antiga do Brasil, quinze carros levaram uma multidão à orla de Copacabana. O público foi consideravelmente menor, mas não menos animado. Polícia Militar estimou em 300 mil o número de participantes. Em um arroubo de entusiasmo os organizadores falam em um milhão e meio.
 
Motoristas de táxi se recusavam a ir a Copacabana, alegando um teótrico caos nas ruas do bairro, o que não aconteceu.

O Trio da Diversidade religiosa levou pontos de terreiro para Copa

O Trio da Diversidade religiosa levou pontos de terreiro para Copa


Anjos com asas brancas, drags, grupos de meninas simulando agressões a mulher e pencas de Gogo Boys se misturavam a senhorinhas de Copacabana e muitos, muitos adolescentes de todas as orientações sexuais buscando festa.

 Ao contrário de São Paulo, trios elétricos se misturam a carros bem menores, dando possibilidade a grupos pequenos de terem visibilidade na Atlântica.

Dois trios se destacavam: o da Diversidade Religiosa, com pontos de umbanda marcando espaço das religiões de matriz africana (alvo de perseguições por evangélicos) e o da CEDS, capitaneada por Carlos Tufvesson, que levou para rua a uma boate chique com ótimo casting.

Gente bonita no carro luxo da CEDS

Gente bonita no carro luxo da CEDS



Barracas instaladas ao longo da orla ofereciam informações sobre direitos e cidadania, divulgavam o serviço de denúncia a homofobia e realizava vacinação contra hepatite. 

A Parada, para o que se propõe, é um sucesso. Dá visibilidade a um discurso de paz, respeito à diversidade e direitos lgbt. Mas é cada vez mais evidente que um novo formato é necessário para os eventos nacionais do orgulho lgbt.

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