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Parada
Gay em Curitiba come pelas bordas
Por Suzy
Capó
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30/6/2003
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Eram
15 mil pessoas, segundo a organização do evento.
Já a Polícia Militar estimou em 5 mil o número
de pessoas que participaram da III Parada da Diversidade Sexual
de Curitiba, no sábado, dia 28 de junho. Divergências
à parte gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros
e simpatizantes marcaram presença no centro da capital
paranaense em manifestação conduzida pela divina
Maitê Schneider.
O
babado começou por volta das 14h na praça Santos
Andrade, numa tarde ensolarada. Do alto do caminhão
estacionado em frente à Universidade Federal do Paraná,
Maitê chamava a população para participar
do evento entre um gay hit e outro. Aos poucos o povo foi
chegando. Era gente de todo tipo, de todas as idades. As montadas
logo atraíram a atenção das pessoas,
que formaram um círculo em torno delas para melhor
acolher a fechação.
Beto
Kaiser (foto), presidente do Instituto Paranaense 28 de Junho
(Inpar), deu início às ao evento às 16h,
puxando o Hino Nacional com a ajuda de Laura Finocchiaro.
Ela foi a Curitiba a convite da organização,
que também contou com o apoio da top Silvetty Montilla,
a desembargadora Maria Berencie Dias, Fabrício (do
site Armário X), além de caravanas vindas de
Florianópolis e de cidades do interior paranaense.
Pela
primeira vez, a Parada de Curitiba ganhou a adesão
de principais casas gays da cidade, que levaram seus carros
para a avenida Marechal Deodoro rumo à Boca Maldita.
Milhares de pessoas observavam o desfile das calçadas,
com um olhar de tolerância, espírito alegre e
desejo de estar ali, na avenida. Muitos que assistiram à
Parada de dentro do armário certamente
estarão na avenida em 2004. Em Curitiba, a Parada vai
comendo pelas bordas.
Maitê
Schneider não parou de discursar sequer por um segundo
e deu ao evento um caráter mais reivindicativo. Ela
também foi responsável pelo momento mais emocionante
do evento. Quando avistou sua mãe na multidão
que se aglomerava nas calçadas, mandou parar o som
e o carro para lhe render uma homenagem. Eu não
me prostitui e não caí nas drogas porque tive
o apoio de minha família. Mãe, isso que está
acontecendo agora tem muito a ver com você, disse,
com lágrimas nos olhos (foto).
Também
foi emocionante ver a enorme bandeira do arco-íris
que precedia o carro oficial sendo levada por gente de tudo
quanto é tipo, idade, orientação sexual,
acentuando a celebração à diversidade,
abraçando a diferença. O maior destaque, no
entanto, era um grupo de quatro ou cinco punks estilizados
que agitavam a bandeira na maior alegria. Esse mesmo grupo
era o mais animado durante as apresentações
depois da passeata.
Já
na Boca Maldita, Silvetty Montilla deu uma prévia do
show que faria mais tarde na Cats Night Club, para o
delírio da multidão apinhada em frente ao trio
elétrico, estacionado no calçadão. Laura
Finocchiaro também deu o seu recado, cantando músicas
que marcaram edições passadas da Parada paulista,
acompanhando o seu crescimento.
Uma
apresentação das drags queens locais encerrou
o evento por volta das oito da noite. Mas nas boates e bares
gays da cidade, as comemorações do Dia do Orgulho
Gay vararam a noite.


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